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Mães que batem um bolão

Atrás: Sandra Helena, Luara Freire e Hellen Ramos. À frente: Eliane Silva, Amanda Miranda, Lenilda da Luz, Danielle Brito, Léa Couro e Flávia Teixeira - A correria para acompanhar os filhos uniu esse time de belas mães, com um objetivo: a felicidade deles.
Estudantes, donas de casa, trabalhadoras e, acima de tudo, companheiras

O amor de mãe é mesmo incondicional. Elas estão sempre se desdobrando para ver os filhos felizes, independentemente do que possam fazer para isso. E no caso de mães de futuros craques da bola a história é a mesma. A correria para conseguir acompanhá-los é grande, mas elas não desanimam e até criam situações que possam ajuda-las a estarem perto dos pequenos. Como é o caso de Dorvina de Cássia Bezerra, que fundou uma equipe de futsal feminino para acompanhar a filha, e das mães chuteiras do Cruzeiro, que começaram a jogar futebol, após os treinos dos filhos, e já tem até time, com uniforme e tudo mais.

Associação de Boleiras Amadoras: uma oportunidade com o futsal feminino

Dorvina (E) fundou a ABA para ajudar a filha a jogar futebol

Para acompanhar a filha Cindy Lorrayne, 16 anos, Dorvina de Cássia Bezerra criou a Associação de Boleiras Amadoras (ABA), time de futsal feminino que participa de várias competições pelo Distrito Federal.

“Sempre acompanhei meus filhos no esporte. Amo futebol e quando a Cindy ficou sem time, resolvi criar um com mulheres, ou seja, uni o útil ao agradável”, confessa Dorvina, que é casada e tem o filho Jhonnas, 13 anos, também jogador de futebol.

Ela veio do Maranhão com três anos de idade e trabalha com decoração de festas e produz chocolates caseiros. Mesmo com tantos afazeres, ainda consegue tempo para fazer o que mais gosta, trabalhar com futebol e estar perto dos filhos.

O A.B.A completou um ano terça-feira (8/5). Apesar do pouco tempo de existência, o time já soma conquistas consideráveis. Ficou em terceiro lugar nos Jogos Internos do Sesc; segundo lugar no torneio Recanto 2011; e em segundo no Torneio de Aniversário do Recanto das Emas. O time, que conta com dez jogadoras e dois treinadores, tem Dorvina como técnica.

Apoio

O ABA tem o patrocínio da Elétrica Barreto, localizada no Guará, mas ainda falta apoio. “Para comprar materiais, como bolas, reunimo-nos e cada uma ajuda com o que pode. Fazemos uma vaquinha, só assim podemos dar seguimento no projeto”, diz Dorvina.

Elas embalam os sonhos dos filhos

À beira dos campos, elas são figurinhas conhecidas. Por estarem sempre nos mesmos locais e em busca dos mesmos objetivos, as mães dos alunos do time do Ajax Cruzeiro criaram o time das Mães Chuteiras.

Danielle Brito é umas das que estão sempre juntas: nos treinos, nos campeonatos, nas viagens, nas alegrias e nas tristezas. “Aos poucos, fomos criando uma afinidade. Temos muitas coisas em comum e a maior delas é o amor por nossos filhos”, conta.

A brincadeira se tornou uma grande amizade entre as mães, que hoje se reúnem para comemorar aniversários, promovem amigo oculto e, sempre que podem, juntam as famílias. E não é só festa, elas treinam duas vezes por semana, com direito a chuteira e meião. “Somos organizadas, temos camiseta de mãe chuteira, além de todo charme de mulher”, explica Danielle.

Flávia Teixeira também participa do time e explica a importância de ser mãe chuteira. “Ser mãe chuteira não é ser mãe de jogador. É apoiar, acompanhar e, acima de tudo, ensinar a respeitar os adversários”. Elas estão unidas em busca de um único objetivo:a felicidade dos filhos.

Lenilda da Luz também faz parte do time das Mães Chuteiras. Mãe de Philipe, 23 anos, que foi aluno do Ajax e hoje é professor na mesma escolinha, e de Lucas, 18, que está no Peixe. “Não gostava de futebol, mas passei a gostar por causa deles e sempre os acompanhei por campeonatos e viagens”.

Na estrada há 14 anos, Lenilda brinca com as demais que a experiência a credencia chefe das Mães Chuteiras.

 

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