2014Editorial

A morte separa os corpos, mas não apaga as lembranças

Kátia Sleide Editora-chefe
Kátia Sleide
Editora-chefe

O futebol amador do Distrito Federal está de luto. Domingo (25), o atleta Hugo dos Santos Freitas, 27 anos, sofreu um infarto durante uma partida, pelo campeonato amador de Taguatinga, e faleceu. O atleta era casado com Luciana e deixou dois filhos (Isaac e Henrique).

No momento, não há palavras que possam amenizar a dor de familiares e amigos pela perda tão precoce de um homem que compartilhou o melhor da vida, com sua humildade, sorriso frequente e um coração enorme. Mas Hugo deixou boas lembranças e essas serão primordiais para amenizar a dor de quem fica. A prova disso foi ver centenas de amigos, segunda-feira (26), no cemitério de Taguatinga prestando a última homenagem ao rapaz.

Em sua despedida, os amigos buscavam acalmar os corações uns dos outros, com abraços, lágrimas incessantes e até no silêncio. Os gestos registraram que essa dor não vai passar, porque a dor da saudade não vai embora. Apenas se aprende a conviver com ela. Mas serão as lembranças de sua passagem aqui que ajudarão a todos a amenizar esse vazio que ficou.

Ficam dois grandes alentos. Um deles é o quanto Hugo Freitas foi e continuará sendo querido. Sua passagem pode ter sido rápida, mas deixou várias lições de cidadania, de humildade e de alegria. Fez muitas pessoas felizes. E o outro é que em um mundo tão violento, ele conseguiu passar por aqui, formar bons cidadãos e atletas e partir sem sofrer nenhuma brutalidade. Sua vida veio pelas mãos de Deus e foi tirada por Ele. Morreu fazendo o que amava. Despediu-se da vida em campo.

Com certeza, Hugo fará muita falta, mas aonde estiver, sabemos que estará bem e que o ambiente está propício à alegria. Ficamos com um bocado de interrogações, afinal, quem imagina que um atleta de 27 anos vai enfartar a qualquer momento? Acho que quase ninguém. Talvez nunca encontremos as respostas para uma ruptura tão brusca e, ao mesmo tempo, serena. Mas prefiro acreditar que Deus esteja montando uma seleção lá em cima e o chamou para levar mais alegria, humildade e amor aos demais.

Aos amigos e familiares, digo que este é o momento de chorar. Sofram com todas as forças até secarem todas as lágrimas. Depois, apeguem-se às boas lembranças e sorriam com propriedade para agradecer a oportunidade de conviver com uma pessoa tão especial. Isso é um grande privilégio e nem todos tiveram essa chance. Não tenho dúvidas de que Deus confortará o coração de todos vocês. E a você, Hugo, descanse em paz, irmão!

Ficamos aqui com a estrofe de uma música que foi cantada para ele em sua despedida: “Quero chorar o seu choro. Quero sorrir seu sorriso. Valeu por você existir, AMIGO”! (Leia mais na página 5)

“Quando a dor da saudade apunhalar o coração, lembre que só se sente saudade do que já se teve. Então, agradeça a Deus por ter tido esse privilégio”

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