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Abarka vence a Sub-15, mas não fica com o título

Time jogou a final com jogador irregular e acabou sendo eliminado do Campeonato Brasiliense de Futsal

Kátia Sleide

A Abarka venceu a AJJR/APB por 1 x 0, em jogo de volta da final do Campeonato Brasiliense de Futsal – categoria Sub-15 Masculina, em jogo realizado em 2 de novembro, no ginásio da Guariroba, em Ceilândia. No confronto de ida, em Sobradinho, dia 27/10, o time da cidade serrana também venceu por 1 x 0. Mesmo com as duas vitórias, a equipe não ficou com o troféu de campeão, porque foi punida por utilizar atleta irregular na partida.

Com a vitória no primeiro duelo, a Abarka jogava pelo empate. Porém, nem mesmo a vantagem tirou da equipe a vontade de vencer. O time buscou o gol a todo tempo e, além disso, comportou-se com maestria na defesa. Com gol de Victor Hugo, aos 13’25, a Abarka derrotou a AJJR/APB por 1 x 0 e soltou o grito de campeão da categoria Sub-15 do Campeonato Brasiliense de Futsal 2018.

Irregularidade

Porém, o esporte não se resume apenas na disputa em si. É preciso estar atento à regulamentação das competições, às suas regras e ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Faltou à Abarka uma simples conferência nas súmulas ou nos boletins da competição para que tudo desse certo e a equipe pudesse ficar com o troféu de campeão brasiliense da categoria Sub-15 Masculina. O time utilizou o jogador João Gustavo de Carvalho, o capitão da equipe, no duelo final. O mesmo foi punido com três cartões amarelos nos dias 15/9, 6/10 e 27/10 e teria de cumprir suspensão automática no dia 2/11.

A desatenção acarretou à Abarka a eliminação do Campeonato Brasiliense de Futsal, organizado pela Federação Brasiliense de Futebol de Salão (Febrasa). O art. 68 do regulamento das competições da entidade prevê que a equipe que incluir ou fazer constar na súmula do jogo, ou ainda, utilizar jogador ou membro de comissão em situação irregular em qualquer partida será penalizada, conforme o CBJD.

No CBJD, a pena prevista no art. 214 é de multa que varia de R$ 100,00 a R$ 100 mil, perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida. Porém, no parágrafo 4º do mesmo artigo, a previsão é que se não for possível aplicar a regra prevista devido à forma de disputa da competição, a equipe será excluída da competição.

Como apenas a primeira fase da competição é por pontos corridos e a partir das semifinais é por confronto direto, a equipe foi eliminada.

O dirigente da Abarka, Dênis Machado, lamentou o ocorrido e explicou que não teve a intenção de burlar nenhuma regra ou regulamento. “A situação do jogador passou despercebida. Em nenhum momento, houve a intenção de usar um jogador irregular, até porque isso não é de nossa índole”, afirmou Dênis Machado.

Para Dênis, embora tenha sido triste, ficou a experiência. “Mesmo tendo sido prejudicados, nós temos a consciência de que foi um aprendizado para que não aconteça mais, pois a grande prejudicada nesta questão foi a Abarka”, comenta. 

Um presente inesperado

Enquanto uma equipe lamenta a perda, a outra viveu dois momentos distintos, como contou o técnico da AJJR, Leonardo Meira de Almeida. “Após o jogo, havia um sentimento de tristeza pela derrota, mas acima disso, havia também uma sensação de trabalho realizado. Conversei com os meninos que precisávamos levantar a cabeça e que coisas boas viriam. Se não tínhamos sido campeões naquele momento é porque Deus guardava pra gente um outro momento ali na frente para que pudéssemos aproveitar até mais do que aquela situação. Expliquei a eles que nós tínhamos feito tudo que tinha para ser feito. Nosso trabalho foi realizado. No meu caso eu estava, não vou dizer orgulhoso, mas satisfeito por ter feito um trabalho da melhor forma possível”, contou Leonardo Meira.

Contudo, Léo disse que ao saber da punição da Abarka, o sentimento foi de ter ganhado um presente. “É um presente pelo que realizamos, pelo que executamos. Recebemos no final um presente que não esperávamos, mas acredito muito que foi pelo trabalho que realizamos durante a competição”.

Com a eliminação da Abarka, a classificação final da categoria Sub-15 mudou. A AJJR/APB foi a campeã; Aruc/Upis/AABB ficou com o vice-campeonato; e o Cresspom/Mauá fechou em terceiro lugar. Diego Pereira de Miranda (AJJR/APB) e Felipe Nunes da Silva (Aruc/Upis/AABB) foram os artilheiros da competição, com 7 gols marcados, cada. A defesa menos vazada foi da AJJR/APB, com 14 gols sofridos em oito jogos. A AJJR/APB também foi a equipe mais disciplinada.

Com a constatação da irregularidade, A AJJR/APB passou de vice à campeã da Sub-15

A competição

O Campeonato Brasiliense de Futsal é uma competição organizada pela Federação Brasiliense de Futebol de Salão (Febrasa) e tem o apoio da Secretaria de Esportes do DF, por meio de fomento, com emenda do deputado Wasny de Roure.

 

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