Bola cheia

Ailton Nogueira dos Santos

Ele nunca foi jogador profissional de futebol, mesmo assim, Ailton fez de sua paixão pela bola a razão de sua vida. Hoje, aos 47 anos, o ex-atleta lembra das dificuldades de uma vida simples, mas não perde o brilho no olho quando o assunto é o trabalho com as crianças da Candangolândia, cidade onde mora, desde o início da década de 1970.

A história de paixão entre Ailton e o futebol é bem antiga, tanto como jogador quanto como técnico. Ainda criança, além de ser presença garantida nos campos da cidade, também fazia as vezes de técnico dos mais novos. “Aos nove anos, montei um time com meninos de sete anos e fui treiná-los”, conta.

O tempo passou, o menino cresceu e as responsabilidades também. Ele se casou e foi atender às cobranças naturais da vida. E em um período que desfrutava de férias, não deixava de observar a ociosidade de muitas crianças da cidade. Então, resolveu criar um time com meninos de 14, 15 anos. Os jovens atletas estavam empolgados, a equipe estava bem, mas as férias chegariam ao fim e o técnico voltaria a trabalhar.

 

Apelo

Alguns dias depois, muitos desses jovens se reuniram e foram bater a sua porta. “Fiquei surpreso e emocionado com o apelo deles e resolvi aliar o seu trabalho fixo aos treinamentos com os meninos. Mas, pouco depois, fiquei desempregado e a dedicação foi total”, lembra Ailton.

Até hoje, Ailton usa o futebol para trabalhar com crianças da região. Seu lema é muito simples, mas eficaz: “Sei que posso ajudar a educar essa garotada com o futebol. Aqui, não aceito palavrões, procuro mostrar a eles que é preciso ter paciência e fugir das confusões”, diz.

Ailton Nogueira faz do esporte um aliado para formar pessoas de bem.

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