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Amistoso no Mané Garrincha celebra o Dia Mundial da Hemofilia

17018595129_fd2ea1b705_kTime formado por pacientes nasceu em 2004 como alternativa para auxiliar no tratamento

Paula Oliveira, da Agência Brasília

O time do governo de Brasília ganhou de 3 a 1 do Profilaxya (formado por atletas hemofílicos) no jogo de futebol em homenagem ao Dia Mundial da Hemofilia hoje (19) no Estádio Nacional Mané Garrincha. Secretários de Estado, assessores do governo e adolescentes hemofílicos entraram em campo com um objetivo: mostrar que a doença não é incapacitante e que os pacientes, quando recebem medicação adequada, têm vida normal — praticam esportes, trabalham e estudam.

“Brasília é pioneira no tratamento preventivo da doença no Brasil, que deve começar quando o hemofílico ainda é um bebê. Os nossos pacientes vivem normalmente e viemos aqui hoje mostrar isso”, destacou a hematologista Jussara Oliveira Santa Cruz de Almeida, médica referência dos 480 integrantes da Associação de Portadores, Familiares, Voluntários e Pesquisadores de Coagulopatia (Ajude-se).

“É preciso chamar a atenção da população para as questões relacionadas à hemofilia, que é uma agenda importante para o governo”, disse o governador Rodrigo Rollemberg. Ele jogou o primeiro tempo. Teve algumas chances de marcar, mas o gol não saiu. “Para quem está há muito tempo sem entrar em campo, jogar 25 minutos é puxado, mas foi muito gostoso.”

A equipe de Rollemberg fez três, mas quem saiu feliz mesmo do jogo foi Wanderson de Sousa, de 12 anos. Ele foi o autor do gol do time de hemofílicos. “Só de pensar que consegui fazer isso em um campo que recebeu tantos jogadores do mundo inteiro, já fico emocionado”, contou, com a medalha que ganhou pela participação no peito. Apesar da adrenalina de quem havia acabado de balançar as redes, Wanderson não se esqueceu de seu principal objetivo ali. “Este jogo pode ajudar a fazer as pessoas se interessarem e procurarem saber mais sobre a doença.” O Profilaxya existe desde 2004 e serve tanto para socializar os pacientes como auxiliar no tratamento.

A hemofilia é uma doença genética e hereditária. Só se manifesta em pessoas do sexo masculino. O sangue dos hemofílicos não coagula e, por isso, há tendência de apresentarem sangramentos internos — o que provoca lesões nas cartilagens e nos ossos.