2014Editorial

Boa hora para discutir a renovação do futebol do DF

Kátia Sleide Editora-chefe
Kátia Sleide
Editora-chefe

Este é um período bastante conturbado devido às eleições no País. Digo isso porque, sinceramente, são tantas opções malucas para todos os cargos que dá preguiça até de acompanhar. Mas não podemos nos abster, mesmo diante de inúmeras promessas mirabolantes, discursos ultrapassados e muito pouco de propostas concretas.

Precisamos entrar em discussões que venham beneficiar nossa cidade e, no caso, os esportistas do DF. Sabemos que o nosso futebol profissional não é digno nem mesmo de discussão, pois falta vontade política de todos os envolvidos com o dito “profissional”. Contudo, não podemos, por isso, esquecer da base, que poderá fazer a diferença no futuro.

Diante de tantas palavras soltas ao vento que ouvimos de nossos candidatos, resolvemos colocar em pauta um assunto que já passou da hora de ser debatido, como o futuro do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

A arena, uma das mais caras do Brasil, já foi alvo de vários questionamentos quanto à necessidade e sua utilidade, diante do cenário do futebol profissional do DF. Porém, o estádio é uma realidade, está consolidade e já recebeu vários eventos internacionais e importantes duelos da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e do Campeonato Brasileiro.

O que fazer com essa “joia” que está no meio do Cerrado? Há quem aposte em passa-lo para a iniciativa privada. Há os que acreditam que seja melhor estar sob a administração governamental. Essa proposta tem incomodado grande parte do pessoal que trabalha com as categorias de base.

O incômodo é notório porque muito pouco se fez ou faz para mudar a realidade do nosso futebol. Menos ainda quando o assunto gira em torno das novas gerações, que trabalham para fazer sucesso nos campos, mas com a certeza de que terá de deixar suas famílias e buscar caminhos promissores fora daqui.

Essa dura realidade só mudará se houver políticas públicas direcionadas para esses jovens. E não se pode pensar apenas no futuro deles como jogadores, pois sabemos que é um percentual muito pequeno que chega ao topo.

Necessitamos urgentemente pensar no futuro desses sonhadores também como cidadãos que podem se manter fora dos campos. Por isso, começamos uma discussão, encabeçada pelo Clube da Saúde e outras entidades que trabalham na formação de atletas do futebol, para que o Mané Garrincha possa ser melhor aproveitado, com cursos técnicos do Pronatec e também que possa oferecer em suas dependências uma faculdade de Educação Física, por meio de convênio firmado entre o GDF e instituições de ensino. Isso, sim, será um grande legado para nossos jovens.

“São tantas promessas mirabolantes que não sobra espaço para propostas concretas. Vamos ficar atentos. E rezemos para que Deus nos acuda nessas eleições”
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