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Brasília Selvagens tem desafio em São Paulo

Equipe disputa a Superfinal do Circuito Nacional de Flag 5×5, em Parelheiros (SP), nos dias 25 e 26 de novembro

Kátia Sleide

Equipe brasiliense de Flag Football, o Brasília Selvagens, vai a Parelheiros (SP), em busca do título da Superfinal do Circuito Nacional de Flag 5×5, promovido pela Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA). A competição é composta por três etapas: Regional, Playoffs e Superfinal, que será realizada nos dias 25 e 26 de novembro.

Criado em 21 de fevereiro deste ano, por 13 atletas e um técnico, o time já figurava na modalidade anteriormente, mas com outra formação. Após perceberem que o tratamento à modalidade não era o que a maioria do time esperava, um grupo decidiu criar o Brasília Selvagens, para trabalhar como achavam conveniente para o fortalecimento do grupo, no estilo Girl Power.

Atualmente, a equipe tem 24 associados que se dividem e assumem cargos de comissão técnica e diretoria. Desse total, quatro são apenas associados, contribuem financeiramente e com questões extra-campo. Dezoito são atletas, mas apenas 12 estão jogando e as demais passam por recuperação de lesões. À frente da equipe na comissão técnica estão Ana Luiza Cazarin e Pedro Franca.

Fora o desafio em campo, o time sonha difundir o esporte e assim conseguir atrair mais adeptos e, quem sabe, fazer de Brasília a Capital do Flag Football.

A equipe luta dentro e fora de campo para alcançar seus objetivos e para tal, conta com apoiadores de peso e que têm ajudado bastante. “Se não fossem nossos patrocinadores e parceiros, tudo seria ainda mais difícil e, por isso, gostaríamos de agradecer aos patrocinadores Delta Bar, Doce que Adoça e Like a Pro Assessoria Esportiva, por confiarem na capacidade do time e investir em espaços no nosso uniforme”, destaca a diretoria.

Além das questões financeiras, o time ainda conta com o apoio de outros profissionais para viabilizar a participação do time em competições nacionais. “Também agradecemos a todos os parceiros, como o Escritório de Advocacia Assis, Cunha, Moura e Nolasco, por ajudarem nas questões jurídicas do time, à Orbeat Filmes, por fazer nossas fotos em eventos e jogos, à Drogaria Macedo, à loja de suplementos Upnutri, às lojas de artigos esportivos Action Sports e Grandes Torcidas, e ao estúdio de tatuagem Gringo Tattoo, por acreditar em nosso projeto e ajudarem os associados do time a terem vantagens em seus serviços e estabelecimentos”, complementa.

Atletas declaram “paixão à primeira vista”

Entre as atletas mais antigas, Karolyne Santos, 24 anos, pratica o Flag Football há pouco mais de cinco anos. Ela conheceu a modalidade por intermédio de sua monitora na UnB. “Procurei conhecer um pouco mais, curti a página do time que ela jogava e o técnico me convidou para participar e aqui estou”.

Da experiência que tem com a modalidade, Karolyne destaca a falta de visibilidade, o que, para ela, dificulta o apoio. “No nosso cenário esportivo é complicado conseguir apoio para uma modalidade feminina, até mesmo quando o esporte é conhecido, imagina quando não é”.

Ela acredita que difundir a modalidade é um dos caminhos para o sucesso. “Espero que a prática do Flag seja mais comum, que se torne um esporte de recreação e que possa ser praticado por crianças e adolescentes nas escolas, por exemplo. Se isso ocorrer, consequentemente, trará mais visibilidade para o esporte”, acredita Karolyne.

A monitora em questão, citada por Karolyne, é Ana Luiza Cazarin, jogadora e também faz parte da comissão técnica do Brasília Selvagens. “Ana Luiza me fez conhecer o esporte e ainda é meu espelho para atingir meus maiores objetivos com a modalidade. Inspiro-me muito em tudo que ela já fez e ainda faz pelo esporte e o quanto é dedicada”, destaca Karolyne.

Também entre as mais experientes da equipe está Maísa Alves, que joga Flag há quatro anos. Ela se apaixonou pela modalidade quando, a convite de uma atleta que era sua amiga, foi assistir a um jogo. “Fui assistir ao jogo de uma amiga e, chegando lá, o time dela venceu. Além disso, ela fez vários pontos bonitos (julguei ser bonito pela reação da platéia e do pessoal do time). A sensação que tive foi: ‘preciso jogar esse esporte’”.

Agora, Maísa vive rotina e está por dentro das dificuldades que a modalidade e suas atletas enfrentam: “Entre as principais dificuldades estão encontrar patrocinadores para diminuir os custos para as atletas amadoras; encontrar materiais específicos da modalidade e das posições para estudar, tendo em vista que a maioria dos materiais são adaptações do Futebol Americano”.

Mesmo assim, ela acredita no desenvolvimento e fortalecimento do Flag Football e torce pelas melhoras. “Espero que o esporte como um todo seja mais reconhecido e receba mais patrocínios. E torço para que a modalidade se torne um esporte olímpico”, deseja Maísa.

A atleta destaca dois nomes como referências: “Uma é do meu time, a Ana Luiza Cazarin; e a outra joga pelo Fluminense Guerreiras do RJ, Mariana Martins (Man). Em se tratando de gente famosa, meus ídolos são Robert Griffin III, número 10 (antigo Quarterback do Redskins) e o TightEnd do Kansas City Chiefs, TravisKelce número 87 (que deu origem ao meu número no esporte)”, confessa a atleta.

Se de um lado tem as mais experientes que contam suas histórias de amor à modalidade, de outro, as mais novas integrantes do Brasília Selvagens também falam de suas paixões.

Jéssica Fernandes Dias está na equipe há oito meses. Ela concorda com Maísa quanto às dificuldades e acrescenta: “Por se tratar de um esporte que é associado ao futebol americano, ainda é pouco visto como uma modalidade independente. A falta de apoio, patrocinadores e a própria associação com o futebol americano dificultam a visibilidade e a independência”.

A atleta chegou ao time por intermédio de uma amiga, que também joga no Brasília Selvagens. “Minha amiga teve o primeiro contato com o esporte em um acampamento. Ela se interessou bastante e me chamou para fazer a seletiva do time. Até então, nunca tinha visto e/ou ouvido falar da modalidade. Foi amor à primeira vista”, brinca Jéssica.

Também há oito meses no time, Daniela Luísa Souza dos Santos, 17 anos, conheceu a equipe por meio de um evento no Facebook. “Vi o anúncio da seletiva e fui lá para conferir e fiquei. Agora, só penso em melhorar cada vez mais minha performance no esporte, mesmo com todo o desgaste que enfrentamos, por ter que conciliar a escola e o esporte. De vez em quando ocorre uma exaustão, mas o importante é não desistir”.

Quanto ao seu ídolo, Daniela responde de pronto: “Admiro demais Ana Luiza Cazarin, por todo o seu esforço, conhecimento e paixão pelo esporte. É maravilhoso dividir o campo com ela”, ressalta Daniela.

Que jogo é esse?

O Flag Football é uma versão do futebol americano. As regras básicas são similares as do jogo profissional, mas em vez de derrubar o jogador com a bola ao chão, o defensor deve retirar uma fita (Flag) para parar um down. Durante toda a pratica os jogadores usam um cinto, onde as duas flags estão presas, nas competições oficias são usadas flags pop-up, mas é possível fazer o material com velcro para diminuir custos e praticar o esporte por recreação.

A modalidade foi desenvolvida para minimizar lesões que o Football (Tackle) poderia trazer, bem como baratear a prática do esporte, cujos equipamentos acabam sendo caros.

Novos talentos

Para conhecer um pouco mais sobre o esporte e sobre o Brasília Selvagens, acesse a página www.facebook.com/BrasiliaSelvagens/. No início de 2018, a equipe fará uma seletiva para novas atletas, então fiquem ligados para mais informações. E se você se simpatizar com a modalidade e mesmo assim não quiser jogar, leve seu apoio como torcedor do time que carrega a capital do país em seu nome.

Superfinal

Seis equipes participam da Superfinal do Circuito Nacional de Flag 5×5, que será realizado em Parelheiros (SP), nos dias 25 e 26 de novembro. Entre elas está o Brasília Selvagens. A competição é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA).

Antes da Superfinal, já ocorreram outras duas etapas: a Regional e a Playoffs. A equipe de Brasília viaja na sexta-feira (24) e leva nossa torcida. Vocês já são vencedoras, independentemente do resultado que conquistarem lá.

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