2012Editorial

Cartilha do Santos: exemplo para todos

Acompanhar os jogos dos filhos pelos campos da cidade não é tarefa fácil para os pais dos atletas. Torcer, então, é mais difícil ainda, afinal, existem muitos fatores que podem colaborar para o bom ou mau desempenho da equipe. É mais que normal presenciá-los aos berros na beira do campo, descabelando-se e tentando fazer o papel dos técnicos.

E quando algum lance envolve a arbitragem, então, aí é que eles se desesperam. Os juízes precisam ter muito jogo de cintura para saber abstrair. Esse comportamento pode até ser considerado normal, mas a equipe do Santos-DF lançou uma cartilha que está mudando o cenário em volta dos campos.

Entre alguns apelos estão “nunca pregar a violência; ter espírito de união, amizade e respeito um pelo outro e que os pais procurem manter o equilíbrio emocional durante a realização dos jogos, incentivando os atletas, mesmo no momento em que ele errar”.

Os dirigentes do clube também pedem aos pais que evitem orientar os atletas, pois essa tarefa cabe apenas aos treinadores. E nada de xingamentos direcionados a juízes, adversários ou qualquer pessoa que esteja nas imediações dos campos ou dentro.

Essas são apenas algumas regras que estão previstas na cartilha do Santos-DF. Pode parecer muito bobo, mas, segundo Flávio Bastos, um dos dirigentes do Meninos da Vila no DF, “essa é uma tentativa de elevar o nível do futebol de base em Brasília”. Ele tem razão. No calor da emoção, muitas vezes, passamos por cima dos direitos dos outros, xingamos filhos alheios, direcionamos palavras horrorosas para cidadãos que estão ali com o mesmo objetivo: assistir ao sucesso do filho, irmão, parente, amigo.

Ou seja, todas as equipes terão pessoas com o mesmo intuito, que é o sucesso do time. Na cartilha, a palavra equipe está bem definida: “é um grupo de pessoas determinadas a executar certa tarefa, buscando sempre o sucesso. Ajudando-se mutuamente. Para que uma equipe tenha sucesso, é imprescindível que todos os seus componentes possam estar unidos e um único objetivo”. Alguém tem alguma dúvida que o objetivo é o mesmo?

Pois com essas pequenas mudanças, que ainda estão sendo “maturadas” (como dizem os dirigentes) até 21 de setembro, já foi possível observar comportamentos bem mais amenos e mais respeitosos. Que essa preocupação seja copiada por outras equipes, porque o que é bom tem de ser replicado. Parabéns, pessoal!

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