2015Editorial

Chegamos à metade do ano e nada foi feito de concreto pelos esportistas da capital federal

Olha, 2015 está bem difícil! Sinceramente, sair daquele país das propagandas eleitorais para enfrentar a realidade não está sendo fácil. Se bem que quase ninguém embarcou naquela ilha da fantasia que maquiaram, tanto em nível federal quanto local.

Grande parte da população já sentia que as coisas não andavam bem e em vários setores do país. E aqui no Distrito Federal não foi diferente. Infelizmente, chegamos ao período eleitoral sem muitas opções para mudar os rumos. Tínhamos a possibilidade de manter no poder quem muito pouco fez; outro que já havia sido retirado por corrupção; e um senador inexperiente em gestão pública.

Venceu o menos pior e, até o momento, não sabemos que rumo tomará nossa cidade, principalmente no esporte. As poucas conquistas que tivemos até 2014 não têm continuidade. Ao contrário, muitas ligas estão com dificuldade para realizar suas competições porque ainda não receberam boa parte dos jogos de 2014. No primeiro semestre também não houve avanço nem para quitar os atrasados, muito menos para licitar novos jogos.

Em outros programas, como o Compete Brasília, quase nada tem sido feito. A secretária de Esportes, com todo o respeito, está mais preocupada em acompanhar o governador em sua agenda, que pautar as demandas da pasta e atender os esportistas.

A argumentação é de que não há dinheiro. Aliás, desde o início do ano já havíamos previsto que o discurso estaria pronto e que nada seria feito para que os programas tivessem continuidade.

Uma audiência na CLDF foi realizada na tentativa de transformar o Boleiros, programa que custeia a arbitragem das competições amadoras, em lei. A iniciativa dos três deputados – Julio Cesar (PRB), Ricardo Vale e Wasny de Roure, ambos do PT, mantém viva a esperança de que algo de bom aconteça. Embora muitos preveem que isso será mais do mesmo.

Alguns podem até questionar se o esporte está à frente da saúde, da educação, da segurança, do transporte e da mobilidade urbana. Não está à frente, mas deveria caminhar junto a esses outros setores. Mas o maior problema é que nada, nada mesmo, está andando ou dando indícios de que vai melhorar.

Enfim, não podemos perder a esperança, porém, mantê-la está cada dia mais difícil. Os brasilienses estão sedentos por boas notícias e elas estão cada vez mais distantes. E se não houver vontade política, adicionada de competência em gestão pública, não caminharemos rumo a lugar algum. Estamos à espera de um milagre a todo tempo quando, na verdade, bastaria que nossos governantes tivessem um mínimo de competência e cumprissem o que prometeram. É tão difícil assim?

“Se não houver vontade política e competência para gerir não caminharemos para lugar algum. Triste constatar, mas em se falando de gestão, estamos bem travados”

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