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CNB FC: do sonho à realidade

Equipe de Taguatinga nasceu da paixão de um atleta pelo futebol e com o objetivo de resgatar a força dos times de bairro

O sonho de se tornar um jogador profissional e a luta para almejar o objetivo resultaram em experiências no mundo da bola que levaram Luiz Felipe Romero a criar o CNB Futebol Clube, oficialmente em 25 de junho de 2014. A partir de então, o time de Taguatinga atua em várias competições do futebol amador.

A busca pela realização do sonho de se tornar um jogador profissional rendeu algumas frustrações e, mesmo diante das dificuldades, a paixão pela modalidade sempre esteve em alta. “A ideia de trabalhar com um time de futebol veio após a desilusão com minha carreira de jogador. Queria tentar mudar algumas coisas no futebol, mas eu só não sabia ao certo o que faria, pois estava na Croácia”, conta Felipe.

Se a incerteza na carreira já o motivava a pensar na criação de uma equipe aqui no Brasil, o estado de saúde do pai, ele longe de tudo, acabou fazendo com que amadurecesse a ideia. “Eu estava fora do Brasil, mas já pensando em parar de vez de jogar. Para completar, na época, meu pai teve problemas de saúde e a distância era doída. Não pensei duas vezes para retornar ao País, pouco antes da Copa de 2014. Foi aí que começou o CNB Futebol Clube”.

Com a experiência obtida ao longo da carreira, Luiz Felipe resolveu ousar e criar um time amador de futebol, onde poderia colocar suas ideias em prática. “Tudo foi bem planejado, principalmente com relação ao nome da equipe – CNB FC – local em que moro há 24 anos”.

Embora seja um time amador, Felipe garante que o CNB FC vem quebrando algumas regras quanto ao conceito de time amador. “Um dos principais objetivos é trabalhar com a formação de atletas, mesclando a faixa etária a partir de 15 anos com o elenco principal, pois acreditamos que desta forma a experiência é adquirida de forma mais rápida, proporcionando melhores condições para que o atleta chegue a clubes fora de Brasília mais preparado”, observa.

Segundo o presidente do CNB, esta seria uma preparação para dar oportunidade aos atletas fora do DF. “Sabemos que o nosso futebol não tem expressão alguma e não conseguiríamos mostrar nossos talentos jogando apenas aqui”, afirma Felipe.

O ponto alto que levou à criação da equipe, de acordo com Romero, é a busca pelo resgate do tradicional time de bairro. “Temos esse desafio de trazer essa tradição de volta e, em pouco tempo, já estamos promovendo uma repercussão muito satisfatória. Podemos até dizer que o time é o mais querido de Taguatinga”.

Três pessoas trabalham na diretoria do time: Felipe Romero, Bruno Nunes e Bocaiúva. Os recursos são poucos, mas há um planejamento de marketing, principalmente em torno do comércio local da CNB. “Lançamos uma proposta, mas tudo que é novo gera desconfiança, então, o apoio ainda é tímido. Contudo, vamos à luta para continuar a caminhada rumo ao crescimento”, destaca Felipe.

A equipe ainda não possui títulos, porém, entre os pontos altos e baixos, Felipe acredita que tem muito mais a comemorar do que reclamar. “O CNB FC é ponto positivo constante devido à representatividade do nosso projeto. Isso nos mostra que, independentemente de resultados de jogos, os objetivos principais estão sendo alcançados. Temos nossas dificuldades, mas a confiança será adquirida com o trabalho”, acredita o presidente.

Sobram experiências e muita vontade de vencer

Felipe_2Em sintonia constante com o futebol, Luiz Felipe Romero, 26 anos, dedica-se à modalidade desde os sete anos. Aos 15, foi morar no Rio de Janeiro em busca de melhores oportunidades. O atleta atuou no Cruzeiro-DF, Porrinho Industrial (Espanha) e no NK Slogan (Croácia). Aos 25 anos, retornou ao Brasil. Embora estivesse desistindo da carreira, não pensava ficar longe do futebol, sua maior paixão. “Voltei para colocar em prática toda a experiência adquirida, pois queria tentar algo diferente”, revela.

Formado em Gestão Empresarial, Felipe também é treinador de futebol profissional, filiado ao sindicato da categoria no Rio de Janeiro e, recentemente, entrou no quadro de treinadores da Associação Brasileira de Treinadores de Futebol.

A carreira profissional não decolou, mas não tirou do guerreiro a vontade de fazer algo pelo futebol amador. Porém, ele ressalta que falta apoio governamental. “As administrações regionais deveriam dar mais apoio aos projetos que envolvem o esporte. Poderiam, ao menos, melhorar a estrutura para que programas sérios, não apenas de futebol, possam ser desenvolvidos”, pontua Romero.

Contudo, ele não deixa de acreditar na capacidade de influenciar jovens para o caminho correto do esporte e manda um recado. “Aos que querem praticar o futebol, independentemente de carreira profissional, venham ser o diferencial, com visão que trará benefícios à sociedade de alguma forma”, finaliza o presidente.

 

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