2015Editorial

É preciso capacitar os gestores esportivos do DF e do Brasil

Muito se sabe da força de vontade de várias lideranças esportivas que fazem o esporte acontecer no Distrito Federal e pelo Brasil afora. Em Brasília, podemos afirmar com toda a certeza que temos pessoas muito dedicadas, que dispõem de seu tempo, abdica da família para organizar competições e lotar arenas em todas as regiões administrativas.

Esses cidadãos são lideranças esportivas que, de uma forma ou de outra, fazem milagre, viram o mundo para promover o esporte no DF. Alguns já estão de cabeça branca, colecionam histórias pitorescas em suas comunidades. Podem, sim, ser chamados de heróis do esporte amador.

Se sairmos da esfera amadora e partirmos para a profissional, infelizmente, não podemos rasgar os mesmos elogios. Quase não conseguimos ver o Distrito Federal se destacar no cenário de alto rendimento esportivo. Parece que nunca saímos da fase de “engatinhar”. Muitas vezes, até pensamos que a coisa vai para frente, mas acaba, de alguma forma, empacando.

Há anos bato na tecla de que falta capacitação para os gestores de diversas modalidades esportivas. Não é possível profissionalizar o esporte se não houver um tratamento sério em diversas áreas. Enquanto isso não ocorre, amargamos péssimos resultados. E o pior: cobramos de nossos atletas, a cada evento esportivo mundial, como se eles fossem os únicos que devessem se dedicar ao máximo para obter resultados.

Jogamos nossas esperanças neles, sem ao menos questionar quem são as figuras que estão por trás desses atletas. Como funcionam suas federações? Quais as ações de seus respectivos gestores? O que é feito para melhorar o preparo dos atletas de cada modalidade? Como são os recursos para o aperfeiçoamento? Quem administra isso? Como é a relação dos presidentes de federações com seus atletas? Quais as políticas para desenvolver o esporte?

Deveríamos fazer vários questionamentos. Infelizmente, só pensamos nos resultados. Assim ocorreu com várias modalidades e suas federações, que são geridas por pessoas, muitas das vezes, muito bem intencionadas, mas que não têm capacitação para tal. Culpa desse gestor? Provavelmente não.

Culpa de todo um sistema, das poucas oportunidades, da ausência de políticas públicas, da falta de um diagnóstico, como bem apresenta nesta edição o fundador e coordenador do Gesporte, Paulo Henrique Azevedo. Aliás, uma entrevista que há muito tempo eu gostaria de ter feito, mas apenas agora consegui realizar.

Tenho certeza que muitos não concordarão comigo, com ele ou com quem quer que seja que defenda a capacitação para o crescimento e fortalecimento do esporte. Para os que pensam na mesma linha, a leitura é valiosíssima. Aos contrários à tese, a leitura pode não ser valiosa, mas servirá de alerta.

“Só podemos cobrar resultados quando o assunto é tratado com profissionalismo. Para tal, é imprescindível que haja a capacitação dos agentes esportivos do Brasil”

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