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ENTREVISTA / WASNY DE ROURE (PT-DF)

WasnydeRoure_1 Kátia Sleide

O deputado distrital Wasny de Roure é um homem simples, de fala mansa e figura participativa no Distrito Federal. Em seu quarto mandato como parlamentar, voltou à Câmara Legislativa do DF em 2011, como líder do governo, função que exerceu até setembro de 2012. Neste ano, assumiu a presidência da Casa. Em entrevista ao jornal ViverSports, o deputado fala dos projetos voltados para a valorização do esporte na cidade e das ações da CLDF junto às comunidades esportivas.

O deputado se faz presente em vários campeonatos amadores do DF. Como se deu a ligação com esse público?

Acredito que o esporte e, principalmente, o futebol, é altamente estimulante à saúde, tanto de adultos quanto de crianças. Vejo em várias regiões administrativas do DF, como em Santa Maria, São Sebastião e outras tantas, o esporte como uma atividade educativa, em que os dirigentes não são remunerados, mas fazem um trabalho de cidadania, então, o Estado tem de apoiar e ajuda-los a executar, com emendas e projetos de leis que venham atender a esse público.

De que forma o senhor tem tentado atender às demandas dos esportistas do DF?

Procuro sempre ouvir os apelos de todos que trabalham com o esporte. Neste ano, já liberamos emendas parlamentares para construir o vestiário do campo sintético de Santa Maria e de São Sebastião. O Centro de Ensino Fundamental nº 7 de Ceilândia Sul terá sua quadra de esporte coberta, graças a uma emenda parlamentar de minha autoria, que destina R$ 150 mil para a obra.

Em Brazlândia, a Escola Classe 8 do Setor Veredas terá uma nova quadra de esportes, também graças a uma emenda parlamentar no valor de R$ 170 mil. E tantas outras que procuramos liberar e que não estão diretamente ligadas ao esporte, mas que ajudam bastante as comunidades.

De que maneira a CLDF tem apoiado o amador?

O Programa Boleiros, por exemplo, nasceu na Câmara Legislativa do DF e custeia a arbitragem dos campeonatos, o que desonerou bastante os atletas e dirigentes. É um programa da Secretaria de Esporte, mas que saiu da CLDF.

O que os esportistas podem esperar daqui pra frente?

Estamos trabalhando em todas as frentes, mas dando uma atenção maior no quesito infraestrutura. Temos uma demanda muito grande nesta questão, como a construção de campos sintéticos em Planaltina, Sobradinho, Recanto das Emas e outras regiões. Mas isso não depende simplesmente de liberar verbas, tem de haver destinação de áreas e depende de votação de leis de parcelamento. Haverá audiência pública no final do semestre para tratar dessas questões.

Também fizemos reunião com algumas ligas e com a Federação das Ligas de Futebol Amador do DF (Felfa-DF) e estamos trabalhando no orçamento para o semestre seguinte e já visando o do próximo ano. É um processo de parceria com os atletas amadores.

Nossa é meta é seguir com os programas, como o Boleiros, cuidar da infraestrutura dos campos e ter disposição para trabalhar os espaços para o esporte. Isso já é um grande avanço.

Há previsão de algum projeto que venha favorecer os desportistas ainda este ano?
Há, sim, mas uma questão me incomoda muito. Creio que temos de resgatar os valores e apoiar o esporte paralímpico daqui. Tenho levado várias demandas, mas, infelizmente, não temos ainda obtido resposta. A Secretaria de Esporte tem essa dívida com Brasília. Vamos buscar esse reconhecimento.

Qual a sua visão sobre os projetos sociais que trabalham com o esporte?

Vejo com muito carinho e entendimento de que fazem um excelente trabalho. Porém, não podemos esquecer de que a grande maioria não tem registro e isso dificulta nossa ação.

O que acha que pode ser feito para que a ajuda do governo chegue aos projetos sociais?

Não canso de dizer a todos os que lidam com questões sociais que busquem a legalidade. Enquanto não houver essa conscientização de que é preciso ter um registro, não podemos fazer quase nada. E eles também não vão a lugar algum. O trabalho deles é muito importante para a comunidade e só poderá receber a devida atenção se cumprir as exigências básicas.

Estamos falando de dinheiro público e não é nossa intenção destinar verba sem saber ao certo para onde ela vai e como será utilizada. E o principal, se haverá a devida prestação de contas. O governo, assim como a CLDF está disposto a ajudar, mas ficamos de mãos atadas quando o projeto não existe legalmente.

É muito importante salientar que o Governo do Distrito Federal e a Câmara Legislativa devem ser um instrumento para que os projetos sociais tenham autonomia, independência. Isso, sim, precisa ser valorizado. Temos de fazer com que eles caminhem sozinhos, por conta própria.

1 Comment on this Post

  1. TUBIRAJA CAVALCANTI

    Na sua entrevista o senhor fala do Futebol como se não existisse outra modalidade esportiva, esse é só o esporte que o senhor conhece? Existem outros valores em diversas modalidade, Karate, Judo,Volei, Basquete, esses são alguns exemplos, existe outros Neymares, quando votamos ninguém nos pergunta qual é o esporte que você pratica, então vou exigir nos programas de campanha que tenha relacionado os esportes que o candidato conhece e apoia.

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