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Eu falo com Deus enquanto corro

Correr, para mim, não é apenas um esporte. É um modo de viver. Hoje, corro quase todos os dias, por pelo menos dez quilômetros, antes de vir trabalhar. Nos fins de semana, corro distâncias maiores, às vezes uma meia-maratona e eventualmente a maratona completa, de 42 quilômetros e 195 metros, como a de Nova Iorque, de que participei há três anos, em uma das passagens mais marcantes de minha vida.

Quem me vê em minha sala de trabalho, na empresa que comando aqui, em Brasília, com cerca de 600 colaboradores e mais de 1,3 mil professores e de 29 mil alunos, não imagina como correr me faz bem. É a corrida que me fornece a energia necessária para conduzir este complexo educacional, que está em permanente ebulição pelo fato de lidar com uma matéria tão especial, tão diferente, tão complexa como a dos concursos públicos. Meu dia de trabalho, portanto, não começa sem uma boa corrida matinal, mesmo nesta época chuvosa.

Sou um homem religioso, de formação católica, e acredito sinceramente que essa comunhão com o Criador renova minhas forças para seguir em frente. Quando converso com Deus, peço sempre o mesmo: que eu não cometa injustiças e que eu sempre vislumbre a melhor solução para os problemas colocados a minha frente e faça prosperar aqueles que me cercam e confiam em meus valores.

Enquanto corro, me concentro tanto que nada me tira o foco do meu objetivo: completar a distância que me propus percorrer. Há momentos em que chego a me sentir numa verdadeira catarse, que me leva a pensar apenas em Deus e a conversar com Ele. Nessas horas, agradeço por tudo que tenho recebido e peço que Ele me conceda as graças que julgar ser eu merecedor.

 

Eu falo com Deus enquanto corro

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