2012Editorial

Fatalidades podem ser evitadas

Na quinta-feira (9), um acontecimento deixou estarrecido o mundo da bola. Um adolescente de 14 anos passou mal e morreu durante os treinos da equipe Sub-15 do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Wendel Junior Venâncio da Silva teve complicações após sofrer uma convulsão em campo. Ele é de São João Nepomuceno, em Minas Gerais e estava no clube em período de testes no time Sub-15. A causa da morte ainda não foi informada.

Assim como Wendel, milhares de garotos cruzam o país e até as fronteiras na busca de realizar o sonho de ser jogador profissional. Não estamos aqui tentando achar culpados, afinal, não se sabe ainda a causa da morte do atleta. O que se pede é que casos como o que ocorreu sirvam de alerta para pais, médicos, clubes e técnicos.

Sabe-se que para praticar uma atividade física, em qualquer idade, é preciso um atestado médico. O que isso quer dizer? Exatamente o que está escrito: o médico deve atestar se a pessoa tem ou não condições físicas para tal. Sabemos que nem sempre essa recomendação é levada a sério. Ser jovem e bem disposta não condiciona uma pessoa a saber se ela tem ou não algum problema de saúde. Wendel possuía uma liberação médica para jogar futebol e a morte precoce do atleta pode ser uma fatalidade, mas que sirva de alerta para outras famílias.

Vamos cuidar de nossos pequenos. É óbvio que a maioria dos pais quer ver os filhos realizando seus sonhos, porém, o sonho de se tornar jogador profissional não pode ser maior que a vontade de viver.

Mais uma vez deixamos bem claro que não estamos buscando culpados, apenas lembrando que muitos não levam a sério certos cuidados. O fato é que não existe curativo para a perda de um filho. Mas, muitas vezes, existem maneiras de se evitar.

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