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Mega/Alfa luta por mais apoio

Time luta contra todas as adversidades na expectativa de se colocar entre os melhores do cenário nacional

A equipe de handebol Mega/Alfa está montada há mais de dez anos, sob a coordenação de Geovane Luís Guimarães Farias. O time passa por diversas dificuldades para se manter no cenário nacional e pede atenção governamental e também das empresas privadas para continuar revelando talentos e colocar Brasília entre os melhores do pais.
Os professores Geovane Luís Guimarães Farias, 33 anos de handebol, e Diógenes Laércio da Cunha, 25 na modalidade, se empenham para manter os atletas motivados. Porém, faltam apoio e patrocínio para o básico.

Geovane treina a categoria Juvenil e ajuda com as demais, enquanto Diógenes, o Deda, é responsável pela cadete e também auxilia nas outras faixas etárias. Deda chama a atenção para a dificuldade que se tem em vários quesitos, mas aponta a dificuldade com o deslocamento dos atletas como um dos mais graves. “Aqui em Brasília tem uma deficiência muito grande com o transporte dos atletas. Se tivesse um apoio maior, ficaria bem mais fácil de eles virem treinar”, acredita.
Deda também conta que, para muitos pais, o baixo rendimento dos filhos na escola é motivo para desmotiva-los do esporte. “Às vezes, eles têm dificuldade para conciliar estudo e handebol e alguns ficam de recuperação na escola. A primeira coisa que os pais fazem é afastá-los dos treinos, porque acham que o esporte é que está influenciando para que eles não tenham bom rendimento escolar”, comenta o treinador.

Além dessas dificuldades, Deda acrescenta que a equipe enfrenta outras barreiras. “Precisamos de um espaço adequado, de ter uma condição melhor de jogo, com ginásio coberto, com piso adequado para a prática do esporte, com gol estruturado, rede novinha. Isso influencia no desenvolvimento deles”. Ele conta que a equipe esteve em Camboriú, há pouco tempo, em uma competição que contou com oito times. Eles terminaram em último, mas eles se orgulham da apresentação dos jovens. “O que faltou em relação às outras equipes é que elas têm melhores condições financeiras, mais tempo para treinar (quatro horas por dia), possuem academias para trabalhar, um técnico a todo tempo, massagista, preparador físico. E aqui em Brasília, os atletas se dividem entre os estudos, trabalhos em casa, não tem um período razoável de treino, geralmente eles treinam três vezes por semana, incluindo fim de semana, enquanto as equipes de fora treinam todos os dias da semana e também o fim de semana. Quando folgam, é aos domingos. Então a diferença básica é essa”.

Geovane Luís acredita que todos os atletas já chegaram no topo, cada um com sua capacidade e enfrentando várias dificuldades. Para ele, a equipe tem um vínculo familiar e isso eles fazem questão de manter. “Tivemos atletas que foram embora, mas voltaram. E a gente sempre estará de portas abertas para eles, porque não queremos perder esse vínculo. O projeto é voltado para tirar os meninos da rua, fazer com que eles tenham uma atividade, por mais que seja simples, mas que esse simples se torne gratificante para cada um”.

Patrocínio
O coordenador destaca que a equipe está entre as melhores do país. “A gente joga o para avançar, precisamos de patrocínio. Não temos a estrutura que as grandes têm, como nutricionista, preparador físico, um fisioterapeuta, massagista. Tudo sou eu ou o Deda. Fica difícil a preparação”, lamenta. Ele acredita que a federação de handebol já está ajudando bastante e faz o que pode, porém, falta investimento do governo para ajudar os projetos, os clubes e também aumentar a divulgação da modalidade. “Teremos, a partir de 20 de novembro, o quatro nações (Brasil mais 4 países). Para Brasília, será muito bom, mas deveríamos fazer isso em nível de base também. Temos equipe para isso, mas é tudo muito caro. Falta apoio para deslocamento, alimentação adequada e mais tempo para eles treinarem, além de espaço adequado”.

Contudo, o professor faz questão de agradecer o espaço cedido pela Aruc, pois sem esse apoio, estaria mais difícil ainda. A equipe conta ainda com apoio da Fokkus Produtos Hospitalares, Academia World Fitness e com o apoio de Leonardo Inojosa. “Esses nos ajudam como podem e só temos a agradecer”. A equipe também treina no ginásio do Cruzeiro, quando o espaço está livre.

Projeto Novos Talentos

Geovane Luís conta que o projeto é sério e já rende frutos. Diego Antunes Euclides da Rocha, Octávio Augusto Martins Paiva estão indo para o Pinheiros (SP), enquanto Mateus Lucas Dias Oliveira e Diego, para Blumenau.

Os atletas também reclamam da falta de estrutura, mas confiam no trabalho realizado pelos professores. Mateus Lucas é meia esquerda/direita, ponta, e está na modalidade há 9 anos.”Acho muito boa a questão do coletivo. Muita mexida de bola, mas a gente tem dificuldade por conta da estrutura, quadra sem cobertura, piso inadequado. Precisamos de patrocínio. Moro em Águas Claras e pego metrô e ônibus para chegar aqui”.

Para Octávio Augusto Martins Paiva, o grupo o ajuda bastante. “Eles fazem um trabalho e se esforçam de uma forma deiferente, que eu nunca vi nem no meu colégio. Mesmo com a situação precária, cada um se esforça muito e faz valer a pena. Da vonta de vir treinar”.

O atleta Patrick Keven da Silva Oliveira, 19 anos, vê na modalidade muitas coisas boas. “O handebol nos proporciona muitas amizades, o companheirismo. As dificuldades que a gente passa só fazem a gente creser. Aqui em Brasília não se tem investimento como há nos maiores centros do handebol (São Paulo e Santa Catarina). Lá, as secretarias e as federações são mais presentes”, afirma Patrick.

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