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“Muitos desafios ainda pela frente”

Em entrevista ao Viver Sports, Fábio Martins, presidente da Febrasa, fala dos desafios vencidos e os que ainda têm a enfrentar

Kátia Sleide

À frente da Federação Brasiliense de Futebol de Salão (Febrasa) há pouco mais de um ano, o presidente Fábio Martins, em entrevista exclusiva ao jornal Viver Sports, lembra que mesmo com todo o sucesso do evento de encerramento do calendário esportivo da Febrasa e com as melhorias ocorridas em 2017, ainda há muitos desafios. Porém, ele acredita estar no caminho certo. Fábio fala das dificuldades encontradas no início da gestão (setembro de 2016) e, fechando  2017, faz um balanço das ações desenvolvidas pela diretoria executiva para  fortalecer o futsal do Distrito Federal, uma vez que a modalidade esteve enfraquecida devido a vários problemas administrativos envolvendo as administrações anteriores (confira os links das matérias de todo o imbróglio vivido pela entidade ao fim da entrevista).

O que motivou vocês a encararem esse desafio na Febrasa?
O amor pela modalidade. Queríamos contribuir com o Futsal do DF.

Qual a maior dificuldade a diretoria executiva teve nesses 15 meses de mandato?
Conhecer como a Febrasa funcionava. Não havia documentos e a entidade tinha muitos problemas administrativos e contábeis. Realmente pegamos a entidade sem qualquer estrutura, somente pessoas e vontade de mudar.

 Como estava a situação em geral?
Muito ruim. A Federação não tinha nem computador para trabalhar. Enfrentamos um caos administrativo. Tinha atletas jogando em equipes e cadastradas em outra na CBFS. Realmente foi muito difícil. No dia em que assumimos, não havia R$ 1 na conta e dívidas trabalhistas para pagar. Foram  momentos muito tensos.

 O quanto disso já foi quitado?
Já quitamos aproximadamente R$ 90 mil. Fizemos uma série de acordos que trouxe  benefícios à entidade. E  nesse quesito, agradeço muito ao Alex Borges, presidente da AJJR, e ao Jânio José, pessoas fundamentais para equilibrar as contas.

Hoje, pode-se se dizer que a Febrasa está apta administrativamente?
Sim. Ainda temos muitas contas a acertar, mas a primeira coisa que fizemos foi uma reestruturação. Para isso, contamos com algumas pessoas que não posso deixar de agradecer: Alex Borges, presidente e técnico da AJJR, que não mediu esforços para nos ajudar, desde o primeiro momento, com seus conhecimentos sobre a federação (administrativo e contábil). Ele ajudou a liberar as certidões negativas e, sem sombra de dúvidas, é uma peça-chave para o sucesso do ano de 2017. Quero agradecer nossa diretoria, Paulo Bulhões (1º vice-presidente); Hélio Santos (2º vice-presidente); Jânio Martins (superintendente operacional, que se desligou no domingo (17/12)); o Átila Morais, diretor de arbitragem, e todos os membros do quadro, porque eles foram fundamentais para a condução das competições. Acreditaram na gene.

Quais os apoiadores que contribuíram para as competições da Febrasa em 2017?
Tivemos o Campeão da Construção, Malluí, Central Esportes, Bolas Premium, Banco de Brasília (BRB). Vale destacar as ações da secretária de Esporte, Leila Barros, e o do deputado Ricardo Vale, que foram peças importantes nesse processo de captação de patrocínios e apoios. Sem sombra de dúvidas, esses patrocinadores foram essenciais para este ano de 2017.

Quanto isso significou financeiramente para as equipes?
Não sei ao certo para cada uma, mas recebi de um dirigente uma planilha de custos de sua equipe e, em 2016, o gasto com mensalidades foi de R$ 8.581. Com arbitragem, R$ 6.420, gerando um custo  total de R$ 15 mil. Neste ano, segundo a planilha dele, com mensalidade, foi um gasto de R$ 10.250; e com arbitragem, R$ 3.627. Ou seja, R$ 13.877. E neste ano tivemos muito mais jogos.

Você consegue destacar os ganhos da entidade neste ano?
Na minha opinião, o maior ganho da Febrasa este ano foi reconquistar a credibilidade, pois a moral da mesma era péssima. Tivemos o retorno às competições nacionais e um calendário o ano todo praticamente com competições.

Houve muitas críticas pesadas direcionadas à diretoria executiva. Incomodaram?
Nenhum pouco. As críticas construtivas foram todas bem assimiladas. As futilidades, coisas que não contribuiriam em nada, essas, nós ignoramos. Temos muito trabalho pela frente e não podemos perder tempo com o que não contribui em nada para o crescimento da modalidade.

Tem novidade na diretoria executiva, não é mesmo?
Sim. No evento de encerramento (17/12), empossamos João Cleber na Superintendência Técnica. Ele é experiente, faz um trabalho maravilhoso no cenário esportivo de Ceilândia, além de ser uma pessoa de grande índole e muito conhecimento técnico para a função.

O que esperar para o próximo ano?
Mais trabalho. Precisamos melhorar nossa comunicação e acredito que o site vai ajudar muito. Temos de constituir o Conselho dos Atletas, para termos a participação efetiva deles no planejamento do futsal da capital. Necessitamos pensar em um calendário respeitando as principais competições locais e nacionais. Enfim, temos de avançar em pontos que ainda não exploramos e que serão  muito bons para a modalidade.

Tem algum desejo para realizar em 2018?
O que esperar de 2018… desejo duas coisas:

1) Diminuir as diferenças fora de quadra e fazer com que os dirigentes possam trabalhar conosco, em harmonia, para o bem comum e deixar de lado o individual;
2) democratizar mais a modalidade e envolver mais cidades satélites e Entorno na Federação. Dessa forma, tão logo consigamos quitar as dívidas antigas, poderemos ter uma mensalidade mais acessível.

Confira nos links abaixo matérias relacionadas à Federação Brasiliense de Futebol de Salão (Febrasa), em que retratam todo o drama vivido pela entidade e seus associados até a data atual.

http://viversports.com.br/crise-sem-precedente-na-febrasa/

http://viversports.com.br/febrasa-uma-federacao-e-varias-interrogacoes/

http://viversports.com.br/presidente-do-tjdfebrasa-pune-equipes/

http://viversports.com.br/14303/

http://viversports.com.br/assembleia-da-posse-ao-novo-presidente-da-febrasa/

http://viversports.com.br/justica-anula-eleicao-da-febrasa-de-2014/

http://viversports.com.br/sangue-novo-na-febrasa/

 

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