2014Editorial

Paixão pelo futebol ou pelo que a profissão pode oferecer?

Kátia Sleide Editora-chefe
Kátia Sleide
Editora-chefe

Nascemos muito inocentes, mas não demora e começamos a perceber detalhes da vida adulta que nos chamam a atenção. Nessa fase, desejamos tanto que o tempo passe logo para que possamos fazer o que alguns homens/mulheres fazem, que logo nos expressamos sobre o que queremos ser quando crescer.

São muitas as profissões que passam em nossas cabecinhas. Mas, depois de crescidos, mudamos inúmeras vezes de opinião. Afinal, quando crianças, não temos todo o conhecimento. No caso dos meninos, mais especificamente, o sonho de se tornar um jogador profissional de futebol segue por vários anos e eles vão à luta. Inscrevem-se em escolinhas e participam de muitas competições.

Esses jovens atletas sonham alto e, de um tempo para cá, tenho observado que essa preferência não é apenas pelo prazer de jogar futebol, mas pelo poder que um profissional em um clube de expressão pode adquirir. E quando digo poder, cito o de compra, o de estar em meios “bem” frenquentados, de viagens, de “glamour”, e de achar que pode ter as mulheres que quiserem.

Acredito que é preciso encarar todos os obstáculos em busca da realização de um objetivo. Como trabalho com comunicação, recebo inúmeros pedidos de jovens craques para indicar um agente Fifa; um empresário para levá-los a um grande clube; alguém que possa fazer deles jogadores profissionais.

Dói o coração. Queria muito ter o poder de colocar todos os apaixonados por futebol em situação de profissionalização. Infelizmente, isso está fora do meu alcance. Porém, quero aproveitar este espaço para deixar uma mensagem para reflexão.

Quando sou abordada por esses jovens sonhadores, sempre pergunto onde ele sonha jogar. A maioria das respostas aponta a Europa. Quando mais simples, citam os grandes clubes do Brasil. Sigo com minhas “investigações” e pergunto: se você conseguisse entrar em uma equipe mediana e ter um salário de até R$ 15 mil, estaria satisfeito? A resposta é “NÃO”. “Quero ser um jogador famoso”.

Daí minha indagação: vocês querem ser jogadores de futebol por paixão pela modalidade ou por causa da ostentação? Não respondam antes de pensar. Reflitam sobre o assunto.

Seja qual for a opção, o caminho é árduo e nem todos conseguirão. Isso é fato! Claro que é possível aliar os dois. Contudo, para os que têm em mente apenas a ostentação, saibam que dificilmente irão muito longe. Exemplos de jogadores que não se firmaram no mundo da bola são muitos. E a maioria não conseguiu, porque não entendeu que há uma diferença muito grande entre a profissão e o lazer. Só quem é apaixonado, mesmo, aguenta as cobranças e os intempéries da profissão. Os demais ficam pelo caminho e necessitando de ajuda psicológica para seguir em frente. Pensem nisso!

“A educação e o conhecimento são conquistas tão próprias de cada indivíduo que não há poder neste mundo que possa nos tirar”
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