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Patinação Artística de Brasília quer encantar o mundo

Com apenas cinco anos de formação, elas foram convocadas para o Pan Americano 2016

Philipe Moreira
Especial para o Viver Sports

Surpresa. Esse é o sentimento das meninas que treinam na academia Alta Rotação do clube Associação Atlética Banco do Brasil(AABB).  As atletas foram surpreendidas com a convocação para o Pan-Americano que ocorrerá entre 16 e 25 de junho na cidade de São Leopoldo (RS).

O grupo é formado há cinco anos, sendo que em quatro deles disputaram o Torneio Nacional Grupo de Show, competição nacional em que foram campeãs por quatro vezes. “A gente estava no Torneio Nacional até o grupo amadurecer e ter uma possibilidade de ir para o Internacional para tentar conquistar uma vaga, a gente ficou no torneio nacional até o grupo ficar alinhado para depois a gente conseguir subir para uma categoria superior para buscar uma vaga no Sul-americano, mundial, entre outras competições fora do País”, conta a coreógrafa Nathália Gasparini.

O grupo é composto pelas atletas: Gabryella Regina, Carolina Cortes, Yohana Vieira, Jéssica Corsini, Jéssica Oliveira, Juliana Dias, Juliana Santos, Mariana Louzada, Mariana Silveira, Tayná Longo, Luana longo e Giovanna Arantes.

Em sua primeira participação no Campeonato Brasileiro Grupo de Show, as meninas surpreenderam e ficaram entre as melhores equipes do País, concretizando assim o seu principal objetivo, carimbando o passaporte para a disputa do primeiro campeonato no âmbito internacional.

A equipe promoveu rifas junto à empresa Dubai SPA e estética (que patrocina uma das atletas do grupo), onde foram ofertadas com três prêmios a serem rifados. Com o dinheiro levantado, todas as atletas conseguiram arcar com as passagens, uniforme da seleção brasileira de patinação artística e inscrição do campeonato.

Embora seja um esporte que chama a atenção, Nathália comenta que falta profissionalismo. “A patinação artística tem ganhado força nos últimos anos, há uma grande procura pelo esporte, porém, falta seriedade por ser um esporte amador e, também, por não ser um esporte olímpico, faltam estrutura e apoio”.

Outro problema, segundo a coreógrafa, é que a modalidade tem pouca visibilidade no Brasil. “Eu, como formanda em educação física, sei o quanto é difícil fazer parte de um esporte pouco visado. Na própria universidade, sempre levo a patinação em todos os trabalhos e para a sala de aula para os que os estudantes tenham curiosidade sobre esse esporte lindo. Porém, falta divulgação por parte da própria mídia para que o esporte seja maior”.

Nathália Gasparini deixa sua mensagem às pessoas que gostam da modalidade: “Patinar requer alma, patinar é amor. Se cair, levante e finalize. Para o grupo, o sentimento é maior: o companheirismo e a cumplicidade têm de estar presentes e em equilíbrio, para que sejamos um grupo dentro e fora da pista”, finaliza a coreógrafa.

Fotos: Divulgação equipe de patinação artística

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