2012Editorial

Reconhecimento da Capoeira

O esporte amador, em geral, sofre com a falta de apoio. Mas tem uma modalidade que parece não ter chance alguma de se encaixar em nenhuma definição e, por isso, amarga ainda mais a falta de visibilidade e reconhecimento. Estamos falando da Capoeira. Muitos acreditam se tratar de uma arte, outros, esporte. Porém, a indefinição serve apenas como empecilho para sua valorização.

Com isso, não há espaço na mídia convencional para tratar do assunto. Se for arte, então, os cadernos voltados a esse assunto deveriam tratar como tal. Se for esporte, que seja respeitada da mesma forma que outras modalidades.

Contudo, enquanto não há um consenso, ficamos com uma que acreditamos ser a mais adequada: um misto de expressão cultural e esporte, criada por escravos africanos, com o diferencial de ter musicalidade.

São anos de história e esquecimento, porém, a Capoeira tem seus valores, entre eles o esportivo, o terapêutico e o social. Há no Distrito Federal inúmeros projetos sociais com base na modalidade, que atendem crianças, jovens, adultos e idosos. Para os mais novos, é uma chance de ocupar o corpo e a mente e não serem atraídos pelas drogas. Aos adultos, excelente opção de se manter em uma atividade física. E, para os idosos, uma terapia mental e física.

Os benefícios da Capoeira são muitos e terá mais alcance ainda com a possibilidade de adotá-la como programa educativo em toda a rede de ensino pública do Distrito Federal. Com esse objetivo, houve audiência pública, promovida pelo deputado distrital Wasny de Roure (PT-DF), para discutir o assunto.

Ficamos na torcida para que as discussões saiam da inércia e que esse sonho seja uma realidade próxima, princpalmente pelo valor cultural da Capoeira.

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