2013Editorial

Torcedores ou gladiadores

No fim de semana que passou, assim como o Brasileirão, muitas competições chegaram ao fim. Para alguns, alegria de sobra, para outros nem tanto. Na Série A, Vasco e Fluminense amargaram a queda para a Segundona. Outros viveram a emoção de se manter na elite do futebol brasileiro.

katia-editorial2Em algumas competições do amador do Distrito Federal também não faltou emoção e não há dúvida que o futebol realmente alegra o brasileiro. Mas também envergonha. E envergonha pela omissão do Estado, que deixa os bandidos se infiltrarem em torcidas organizadas para promover cenas lastimáveis quanto as que vimos, domingo, no confronto entre Atlético-PR x Vasco. E envergonha por sabermos que nada será feito e cenas assim conitnuarão acontecendo. Os brigões são os mesmos, que viajam mundo à fora para fazer a única coisa que sabem: brigar.

É inexplicável que um evento como o que o ocorreu na arena Joinvile, em Santa Catarina, não tenha policiamento interno. E até agora há uma discussão entre o Ministério Público e a polícia quanto à responsabilidade. Desculpe-me, mas houve omissão.

Os torcedores, ou melhor, os bandidos, esses deveriam estar presos. Os rostos estão bem claros na imagem. São uns trogloditas e não deveriam acompanhar nenhum tipo de evento que reúne pessoas, seres humanos. São doentes que detém uma carga de ódio muito grande e precisam descarregar em alguém. Merecem tratamento ou o confinamento. Não têm condições de conviver em sociedade.

No DF, também houve cenas de selvageria, em São Sebastião e Planaltina. Em uma região, não presenciei a briga, mas sei que envolveu pais de jogadores da base. E não contive a lágrima quando um atleta marcou um gol e correu para o alambrado dizendo: “Pai, este é pra você, mas por favor, pare de brigar”.

Os que não têm condições psicológicas de assistirem aseus filhos, não vão. Para o atleta, é melhor sentir sua ausência do que vê-lo como um animal indomável do lado de fora do campo.

Em Planaltina, a festa foi maravilhosa, mas uma briga entre torcedores quase estragou o evento. Só não acabou mal porque há por trás da organização um cara que tem o respeito da massa (Carlinhos Conan). Nos três casos, faltou policiamento.

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