Formado em Estudos Sociais, Carlos Roberto Nascimento, o Betinho, usa o futebol para direcionar jovens atletas. São mais de 18 anos de envolvimento com o esporte. Tudo começou aos 11 anos, quando passou a integrar as categorias de base da tradicional equipe de futsal da Aruc. Pouco depois, atuou em times da categoria Infantil, como Aruc, Asefe e Asmec.
Foram muitos títulos no futebol amador da capital, nas décadas de 1980 e 1990. Fez parte da seleção de beach soccer como jogador e também como membro da comissão técnica. De lá para cá, foram várias participações de Betinho em inúmeros projetos esportivos do Distrito Federal.
Porém, há sete anos, ele integra a equipe da escolinha de futebol Meninos da Vila (Santos-DF). Betinho é uma das peças fundamentais na formação e na prospecção de atletas. “Temos muitos alunos. Quando observamos que alguns podem ser atletas de alto rendimento, realizamos um trabalho voltado para o profissionalismo”, conta.
Quanto ao sonho da grande maioria dos jovens em se tornar profissionais, ele alerta: “Hoje, para ser jogador profissional, tem de ser atleta do futebol. Só o talento não basta. É preciso trabalhar o condicionamento físico”, diz o técnico.
Betinho gostaria de estender o trabalho de treinamento que realiza na escolinha a outros garotos. Segundo ele, há muitos talentos espalhados pela cidade e que podem chegar ao sucesso, mas faltam condições financeiras para seguir adiante. “Na escolinha, a gente faz um trabalho social. Dez porcento das vagas são para bolsistas. Também realizamos essas seleções, pois assim, incluímos outros atletas que não têm condições. A iniciativa privada e o governo poderiam fazer mais por esses garotos”, acredita Betinho.
Para os jovens, o técnico deixa uma mensagem: “Para conquistar coisas boas, primeiramente, o atleta tem de querer e, depois, trabalhar todo dia. O trabalho é a alma do sucesso”.





















