A Chapecoense voltou a Medellín, na Colômbia, quase uma década depois do acidente aéreo que marcou a história do clube catarinense. A delegação desembarcou no país na quinta-feira (24/9) para uma série de homenagens às vítimas, que incluiu um amistoso contra o Atlético Nacional no sábado (26/9).
A emoção começou ainda no voo, quando jogadores e membros da comissão técnica receberam mensagens de apoio da tripulação. Em Medellín, cidade que mantém laços afetivos com o clube desde 2016, a delegação foi ao centro de treinamento do Atlético Nacional, onde foi inaugurado um muro dedicado à Chapecoense.
Na sexta-feira (25/9), o grupo visitou o local do acidente e conheceu memoriais criados em homenagem às vítimas. A Chape também foi destacada em um evento do clube colombiano que celebrou suas lendas. O elenco ainda conheceu o Estádio Atanasio Girardot, palco do amistoso, e assistiu ao clássico entre Atlético Nacional e Millonarios, que terminou 1 a 1 pelo Campeonato Colombiano. Nas arquibancadas, o ex-zagueiro Neto, um dos sobreviventes, foi aplaudido pelo público.
Relembre a tragédia
Em 29 de novembro de 2016, o avião da LaMia que levava a delegação para Medellín caiu nas proximidades da cidade. O time enfrentaria o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. A aeronave, com 77 pessoas a bordo, ficou sem combustível antes de chegar ao aeroporto. Foram 71 mortos e apenas seis sobreviventes.
O caso comoveu o futebol mundial. Em Chapecó, milhares de pessoas se reuniram na Arena Condá para a despedida das vítimas. O Atlético Nacional, adversário na final que nunca foi disputada, abriu o Atanasio Girardot para uma vigília na noite em que a partida aconteceria, gesto que aproximou os dois clubes desde então.
Fonte: Midiamax | Foto: Alessandra Seidel/ACF



















