Morreu na sexta-feira (16), aos 85 anos, Chiaki Ishii, o primeiro brasileiro a conquistar medalhas olímpica e mundial no judô. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em Ashikaga, no Japão, Ishii chegou ao Brasil em 1964, aos 22 anos, depois de perder a seletiva para os Jogos Olímpicos daquele ano. Chegou a trabalhar como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente (SP), mas logo voltou aos tatames. Naturalizou-se brasileiro em 1969 e, dois anos depois, levou o bronze no Mundial de Ludwigshafen, na então Alemanha Ocidental, o primeiro pódio do país na competição. Em 1972, repetiu o resultado nos Jogos de Munique, com o bronze olímpico.
O judoca ainda foi quatro vezes campeão nos Jogos Pan-Americanos, integrou o Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e recebeu em 2023 o Troféu Adhemar Ferreira da Silva. A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) lhe concedeu o 9º Dan, a maior honraria do judô nacional.
O presidente da CBJ, Paulo Wanderley, classificou Ishii como um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e destacou o legado deixado não só pelas medalhas, mas pelos atletas que formou. O COB lembrou que, na academia que manteve na Lapa, em São Paulo, ele influenciou judocas que levaram a modalidade adiante, como os medalhistas olímpicos Walter Carmona e Rafael Silva, o Baby. As filhas Tânia Chie e Vânia Yukie também seguiram no judô e representaram o Brasil em Barcelona 1992, Sydney 2000 e Atenas 2004.
Foto: © Divulgação/CBJ | Fonte: Agência Brasil



















