Competições reuniram categorias de base, adulto masculino e feminino e reforçaram o crescimento da modalidade no Distrito Federal
Por Giovanna Reis
As finais do basquete movimentaram as Olimpíadas de Ceilândia no último domingo (21), com decisões nas categorias sub-19, adulto masculino e feminino. As partidas reuniram atletas de diferentes equipes do Distrito Federal e marcaram o encerramento da modalidade, que vem ganhando cada vez mais espaço dentro da competição.
Na categoria sub-19, o Lyon conquistou a medalha de ouro ao vencer o Elite, que ficou com a prata. Já no adulto masculino, a decisão colocou frente a frente UCB e Dream Team. Durante a tarde, foi a vez das equipes femininas entrarem em quadra para definir o título, a categoria voltou as Olimpíadas nesse ano após dois anos.
Coordenador da modalidade nas Olimpíadas de Ceilândia e professor do Centro de Iniciação Desportiva (CID), Wesley Dias destacou que a competição foi responsável por impulsionar o basquete na região.
“As Olimpíadas foram uma virada de chave para o basquete de Ceilândia. Antes era improvável reunir tantas equipes. Hoje temos categorias masculina, feminina e de base, além de atletas profissionais participando da competição”, contou.
Segundo Wesley, o torneio já atrai jogadores com passagem pelo Novo Basquete Brasil (NBB) e atletas que atuam no exterior, o que eleva o nível técnico da competição e inspira os mais jovens.
Apesar do crescimento da modalidade, o coordenador aponta que a principal dificuldade ainda é a falta de espaços específicos para treinamento. “O maior desafio é ter um local próprio para o basquete. Muitas quadras acabam sendo ocupadas por outras modalidades, e o basquete perde espaço”.
Campeão da categoria sub-19, o técnico Arthur comemorou a primeira medalha de ouro da equipe Lyon nas Olimpíadas e ressaltou a importância social do projeto desenvolvido pelo clube. “Esse título representa muito para o nosso time. Somos uma ONG e trabalhamos com jovens da comunidade, ajudando a afastá-los das drogas e oferecendo oportunidades por meio do esporte”.
O treinador também revelou que a equipe já se prepara para novos desafios, incluindo a participação em um campeonato sul-americano.
Dentro de quadra, o ala Luan celebrou a conquista após uma campanha marcada por muito treinamento. “A sensação é incrível. Foram muitos treinos e jogos difíceis até chegar ao título. A preparação foi intensa para alcançar esse resultado”.
Para ele, projetos como as Olimpíadas de Ceilândia desempenham um papel importante na formação de novos atletas. “Muitos jovens não têm oportunidades e acabam seguindo outros caminhos. O esporte ajuda a mudar essa realidade”.
Vice-campeão da categoria sub-19, Thiago, da equipe Elite, valorizou o desempenho do grupo mesmo com o resultado adverso. “A gente deu o nosso melhor. Agora é continuar trabalhando para voltar mais forte e buscar o título no próximo ano”.
Consolidado entre as principais modalidades das Olimpíadas de Ceilândia, o basquete encerrou mais uma edição com crescimento no número de equipes, fortalecimento das categorias de base e a expectativa de ampliar ainda mais a participação de atletas nas próximas temporadas.


















































