Paredes, em pé a esquerda, um dos jogadores punidos (Instagram/AFA)
A entidade máxima do futebol mundial aplicou duras sanções contra a Associação de Futebol Argentina decorrentes de incidentes políticos e disciplinares ocorridos em suas últimas atuações internacionais. A comissão de ética e disciplina estipulou uma penalidade financeira de US$ 321 mil — o equivalente a cerca de R$ 1,9 milhão — após atletas da seleção albiceleste exibirem um cartaz de cunho político sobre a soberania das Ilhas Malvinas logo depois de derrotarem a equipe da Inglaterra no torneio mundial.
Somado ao ato político dos atletas no gramado, o relatório oficial incluiu ofensas verbais e comportamentos preconceituosos demonstrados pela torcida nas arquibancadas. Como consequência direta dessas atitudes, o time portenho foi punido com a perda parcial de mando de campo, sendo obrigado a atuar nos seus próximos dois compromissos como mandante com os portões parcialmente fechados, limitando a capacidade de público em metade do total do estádio.
As sanções também atingiram o pós-jogo da grande final do campeonato, marcada pela vitória da Espanha por 1 a 0 sobre o elenco sul-americano. Uma confusão generalizada iniciada após o apito final resultou em punições severas para diversos profissionais. Entre os argentinos, os defensores Nahuel Molina e Thiago Almada sofreram ganchos automáticos e multas em dinheiro. Membro da comissão técnica fixa, o ex-jogador e atual auxiliar Roberto Ayala também acabou sendo penalizado administrativamente por sua conduta no tumulto.
A punição individual mais pesada de todo o processo recaiu sobre o meio-campista Leandro Paredes. Considerado um dos pivôs da briga em campo, ele recebeu uma suspensão de 10 jogos oficiais, ficando de fora de quase todo o ciclo seguinte da seleção, além de ter que arcar com uma multa individual fixada em US$ 90 mil (aproximadamente R$ 547,2 mil).
Pelo lado do time europeu, os episódios também geraram consequências. O jovem meio-campista espanhol Gavi não escapou do tribunal esportivo e recebeu a punição de um jogo de suspensão, além de uma cobrança de US$ 30 mil (cerca de R$ 182,4 mil) por quebra de conduta disciplinar durante a comemoração do título.



















