Futebol society encerra disputas das Olimpíadas de Ceilândia com finais emocionantes e mais de 2 mil atletas envolvidos

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Competição reuniu 93 equipes de todo o Distrito Federal e Entorno e reforçou o papel das Olimpíadas na formação de novos talentos

Por Giovanna Reis

O campo da QNM 10, em Ceilândia, recebeu no último dia 14 de junho as finais do futebol society das Olimpíadas de Ceilândia. A modalidade, uma das mais tradicionais da competição, encerrou sua programação após reunir 93 equipes e mais de 2 mil atletas de projetos sociais e clubes do Distrito Federal e Entorno.

Segundo o coordenador da modalidade, João Paulo, a edição deste ano ampliou o alcance das Olimpíadas ao receber equipes de diferentes regiões administrativas e cidades vizinhas. “Foram mais de 93 equipes participando e mais de 2 mil atletas beneficiados. Recebemos projetos sociais de Ceilândia, do Distrito Federal e também do Entorno. É uma competição que cresce a cada edição”.

Para ele, o torneio representa muito mais do que a disputa por títulos. “Para muitos atletas, essa foi a primeira competição da vida. É um passo importante não só como jogador, mas também como cidadão”.

Campeonato que fortalece a comunidade

Dentro de campo, as finais confirmaram o equilíbrio da competição. Capitão da equipe Planalto, Gabriel comemorou a conquista do título e destacou a importância do campeonato para o desenvolvimento dos atletas.

“É um campeonato que ajuda a gente a evoluir muito no futebol. Espero que tenha mais edições para a gente disputar novamente”, declarou o atleta.

Na outra decisão, Caio, capitão da equipe Unidês e autor de dois gols na final, celebrou o título conquistado. “É uma sensação muito boa poder ajudar minha equipe e ser campeã ”.

Mesmo quem terminou com o vice-campeonato destacou a importância da experiência. Zagueiro do Madureira, Matheus acredita que participar das Olimpíadas pode abrir portas para o futuro. “É um excelente trabalho. Pode ajudar crianças que não têm condições e sonham em chegar ao futebol profissional”.

Fora das quatro linhas, familiares e dirigentes também ressaltaram o impacto social da competição. Mãe de um dos atletas do Madureira, Luciana contou que o esporte transformou a rotina do filho. “Hoje ele respira futebol. Projetos como esse incentivam as crianças a praticarem esporte e acreditarem no sonho de se tornarem jogadores”.

Para o presidente do Madureira, Arcanjo, a continuidade das Olimpíadas é fundamental para oferecer oportunidades aos jovens. “Esses projetos tiram as crianças da rua e precisam continuar acontecendo em Ceilândia e em todo o Distrito Federal.”

Quem acompanhou as decisões de dentro do campo foi o árbitro Felipe Alves. Segundo ele, além de valorizar os atletas, o torneio fortalece a comunidade e incentiva novos praticantes. “Desde as categorias de base até os adultos, todo mundo tem espaço. É uma competição que valoriza os atletas e movimenta toda a comunidade.”

Com grande participação popular e número recorde de equipes, o futebol society encerrou sua programação reafirmando o papel das Olimpíadas de Ceilândia como um dos maiores eventos esportivos comunitários do Distrito Federal, promovendo integração, revelando talentos e ampliando oportunidades para atletas de diferentes idades.

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