Novos nomes encabeçam bons resultados do Brasil nos esportes olímpicos em 2025

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Brasil fecha ano com 20 medalhas em Campeonatos Mundiais das mais variadas modalidades, com destaque para Maria Pacheco, 22 anos, Henrique Marques, 21, e Rebeca Lima, 25

O ano de 2025 não teve uma edição das Olimpíadas, mas dá para pensarmos num hipotético quadro de medalhas somando os resultados de todos os Campeonatos Mundiais das mais variadas modalidades. Se usarmos isso como parâmetro, podemos dizer que os resultados foram bem positivos para o Brasil, somando seis medalhas de ouro, 10 pratas e 4 bronzes, com 20 no total (veja lista abaixo). Se existisse um quadro de medalhas por países, o Brasil seria 16º (veja quadro abaixo).

Mais importante do que as 20 medalhas em si, é importante analisar quais foram os medalhistas. Em um ano em que estrelas do esporte brasileiro, como Rebeca Andrade, Bia Souza, Ana Patricia/Duda, Willian Lima, Larissa Pimenta, Gabriel Medina, Tati Weston Webb e Isaquias Queiroz tiraram o pé do acelerador pelos mais variados motivos, o Brasil manteve o número de pódios das Olimpíadas do ano passado.

AS MEDALHAS DO BRASIL NOS MUNDIAIS

🥇Yago Dora (surfe)
🥇Caio Bonfim (atletismo – marcha atlética 20km)
🥇Rebeca Lima (boxe – categoria 60kg)
🥇Henrique Marques (taekwondo – categoria até 80kg)
🥇Maria Clara Pacheco (taekwondo – categoria até 57kg)
🥇Rayssa Leal (skate street)
🥈Daniel Cargnin (judô até 73kg)
🥈Hugo Calderano (tênis de mesa)
🥈Marcus D´Almeida (tiro com arco)
🥈Yuri Falcão (boxe até 65kg)
🥈Luiz Oliveira (boxe até 60kg)
🥈Isaias Ribeiro (boxe até 90kg)
🥈Milena Titoneli (taekwondo até 67kg)
🥈Alison dos Santos (atletismo 400m com barreiras)
🥈Miguel Hidalgo (triatlo)
🥈Ginástica rítimica (conjunto)
🥉Shirlen Nascimento (judô- categoria até 57kg)
🥉Ana Satila (C1 canoagem slalom)
🥉Vôlei feminino
🥉Rebecca/Carol (vôlei de praia)

A lista acima não conta com medalhas obtidas em Campeonatos Mundiais em provas que não estão no programa olímpico. Caso, por exemplo, da prata de Edival Pontes no taekwondo na categoria até 74kg. Nas Olimpíadas, há os pesos 68kg e 80kg, mas não 74kg. Caio Bonfim foi vice-campeão da prova de 35km da marcha atlética, também fora do programa olímpico, assim como o bronze de Ana Satila na prova contra relógio do Mundial de canoagem slalom. Nesta lista também está uma prata na prova mista do conjunto brasileiro no Mundial de ginástica rítmica.

Entre as 20 medalhas do Brasil estão nomes novos, mas já experientes, como Henrique Marques, 21 anos, que esteve nas Olimpíadas de Paris 2024, Maria Clara Pacheco, 22, também presente em Paris, e Rebeca Lima, de 25 anos. O trio foi campeão mundial. Novos nomes foram ao pódio no boxe- casos de Yuri Falcão e Isaias Ribeiro- e no judô, com Shirlen Nascimento.

Na lista também estão atletas que saíram com um “quê” de decepção das Olimpíadas de Paris e mostraram, em 2025, que estão sim entre os melhores: Hugo Calderano, Marcus D´Almeida, conjunto da ginástica rítmica, Luiz Oliveira e Miguel Hidalgo, todos vice-campeões mundiais nesta temporada, além de Ana Satila, que levou o bronze. No vôlei de praia, a nova dupla Carol/Rebecca foi bronze no Mundial. Carol esteve em em Paris com outra parceira.

Dois atletas sequer foram para as Olimpíadas de Paris. Milena Titoneli, quinta nas Olimpíadas de 2021, voltou para a seleção em 2025 com a prata no Mundial. O surfista Yago Dora, que ficou bem perto da vaga nas Olimpíadas, foi campeão mundial e parece muito bem para este novo ciclo.

Claro que entre as 20 medalhas também estão estrelas consagradas do nosso esporte, mas não foi a regra. Rayssa Leal, campeã da Street League, principal evento da modalidade, Caio Bonfim, campeão da marcha atlética, a seleção feminina de vôlei, bronze no Mundial, e Alison dos Santos, vice-campeão mundial dos 400m com barreiras. Daniel Cargnin, do judô, também usou a experiência para ir ao pódio no Mundial deste ano.

No quadro de medalhas da soma dos resultados dos Mundiais, o Brasil ficou em 16º lugar. Acho que o lugar do Brasil poderia ser um pouco acima, à frente de Quênia e Uzbequistão, países com tradição em poucos esportes. Mas ter ficado à frente de Nova Zelândia e Hungria, rivais nos quadro de medalhas da última década, foi positivo.Um ano positivo para o esporte olímpico brasileiro, que abriu bem mais um ciclo, em busca do grande objetivo em Los Angeles 2028: bater o recorde histórico de medalhas do Brasil. Guilherme Costa (Do GE)

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