Campeão absoluto

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jiu-jitsu-luizinhoO brasiliense Luiz Roberto faz bonito no Naga (EUA), importante competição mundial de Jiu-Jitsu, e sobe no lugar mais alto do pódio

O Jiu-Jitsu é uma das modalidades que têm revelado ao mundo atletas do Distrito Federal. Entre esses guerreiros está Luiz Roberto Costa Pereira, o Luizinho. O lutador, de 29 anos, foi campeão mundial da organização North American Grappling Association (Naga) – Associação Norte Americana de Grappling, no Texas-EUA, no final de 2012.

Natural de Brasília, Luizinho luta desde 1998. Atualmente, é faixa preta e vem se destacando no cenário mundial. Além da conquista do Naga, é campeão mundial pelo International Brazilian Jiu-Jitsu Federation (IBJJF); campeão europeu do IBJJF, campeão pan-americano pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE) e campeão brasileiro pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ).

Para chegar ao Naga, Luiz Roberto treinou bastante e contou com alguns apoios, que faz questão de cita-los. “Em primeiro lugar, agradeço a Deus. Mas sou também muito grato à minha família; meu professor; ao amigo Alejandro Siqueira, que me recebeu muito bem em sua casa, no Texas-EUA; e ao secretário Julio Cesar Ribeiro, por meio da FJJB”.

Próximos desafios

O atleta já está de olho nos próximos desafios. “Quero competir bem os principais campeonatos nacionais e internacionais da modalidade, mas, para isso, necessito de apoio financeiro. Não tenho condições de representar Brasília e o Brasil sem isso. Ainda mais que muitos campeonatos grandes ocorrem fora do Brasil”, lembra.

O campeão não tem patrocinador e conta com alguns apoios que ajudam bastante na preparação física e com material para treinamento e roupas. “Agradeço muito a Up Grade Nutrição Esportiva, a Academia Body Work, Academia BBF, Friend Fit Orientação Física, Gracie Sports e Koral Kimonos”.

Sobra garra e falta patrocínio

O atleta conta que enfrenta situações perigosas em busca de apoio. “Saio pelo comércio, pedindo, a pé e de bicicleta, enfrentando um trânsito caótico. Já até dormi na rua, na cidade em que sediava a competição que ia participar”.

Ele revela que já houve vezes em que se preparou bastante, mas não teve condições financeiras para custear a competição e ficou de fora. “Sempre me esforcei para dar o meu melhor. Tenho títulos importantes (nacionais e internacionais) e já deixei de participar de vários campeonatos importantes por falta de patrocínio”, lamenta Luizinho.

Para continuar representando Brasília e o Brasil nas principais competições de Jiu-Jitsu, Luizinho busca, com urgência, patrocínio. “Não quero abandonar minha carreira, mas se não tiver suporte, não terei outra opção”.

Segundo ele, é preciso mudança e urgente. “O Brasil é uma Nação rica em talentos em várias áreas. Precisamos batalhar para mudar essa realidade. Enquanto houver a ganância dos que dizem ‘trabalhar em prol do Brasil e dos brasileiros’, a hipocrisia, a desonestidade e a corrupção reinarão. Consequentemente, vários talentos brasileiros continuarão desperdiçados”, analisa Luizinho.

 

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