
Em pleno coração de Brasília, Cescan também enfrenta dificuldade para atender os jovens
Com o objetivo de estimular a socialização e a educação entre crianças e adolescentes da Asa Norte, um grupo liderado pelo assistente social Valdir Braz de Azevedo, militar aposentado, fundou o Clube Esportivo e Social Craques da Asa Norte (Cescan).
O Cescan visa contribuir com a redução da ociosidade e melhoria da qualidade de vida dos moradores da região, principalmente entre crianças e adolescentes em situação de risco de vulnerabilidade social.
O clube esportivo atende, gratuitamente, crianças e adolescentes entre sete e 17 anos, ambos os sexos, nas quadras esportivas da 710 Norte (futsal); 506 e 508 Norte (futebol de campo).
Com menos de seis meses de funcionamento, o projeto já conta com 55 atletas, segundo Valdir Braz. “Em apenas cinco meses de trabalho, estamos com média de 30 crianças na faixa etária de sete a 12 anos, e 25 adolescentes, entre 13 e 17 anos”, revela Braz.
O projeto prevê o trabalho por meio de várias modalidades, como capoeira, basquetebol, voleibol, handebol e aulas de boxe, que ainda não estão sendo ofertados por falta de professores voluntários. “Estamos tentando uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e o Uniceub para que estagiários de educação física venham fazer parte de nossas atividades, atendendo crianças, adolescentes e também os familiares”, diz o assistente social.
Outra modalidade que também faz parte dos planos do grupo é a corrida de rua, mas a dificuldade é com relação ao valor cobrado para participar desse tipo de evento, que, segundo Valdir, “no DF, são cobradas taxas muito alta e muitos não têm condições de arcar”.
Valdir Braz comenta que também incentiva os jovens a andar mais de bicicletas. “Precisamos ser ecologicamente corretos e saudáveis também, se evitarmos que os pais venham buscar ou trazer os meninos de carro”. O assistente social revela que o grupo está organizando uma corrida de montain bike para crianças e adolescentes, no sábado, 22 de setembro (Dia Mundial Sem Carro), no Parque Burle Max (final da Asa Norte).
Organização
Para manter a instituição, algumas providências estão em estudo. “Buscaremos apoio dos comerciantes locais, assim como pretendemos promover almoços comunitários e solidários, uma vez por mês, para angariar fundos. Além disso, estamos criando um grupo de voluntários e estagiários que vão contribuir na organização e execução de diversas modalidades esportivas, e, assim, atender mais atletas”, planeja Braz.
Principais parceiros são membros da comunidade
O projeto conta com a participação de voluntários e, mesmo assim, não consegue se manter se não houver o apoio da comunidade e governo. Cinco pais já trabalham voluntariamente no Cescan. Algumas mães colaboram com a lavagem de uniforme e demais membros das famílias ajudam na divulgação do projeto por meio de fotografias e redes sociais.
De acordo com o responsável, Valdir Braz, há várias formas de as pessoas ajudarem o Cescan. “Em forma de doação financeira, que futuramente deverá ser abatido no imposto de renda; profissionalmente, com prestação de serviços comunitários (palestras sobre higiene bucal, saúde, cidadania); atendimentos psicológico, pedagogo e até mesmo educação física”.
Mais do mesmo: esperar é o que resta aos agentes sociais
Todo e qualquer projeto social enfrenta dificuldade no Distrito Federal, independentemente da localização. No caso do Cescan, que funciona na Asa Norte, a negativa é a mesma que os demais trabalhos recebem. Valdir Braz conta que enviou uma carta solicitando o apoio do Governo do Distrito Federal para a Subsecretaria de Esportes e Lazer, mas foi alegado que “infelizmente não poderiam ajudar”. “Depois de muita insistência, doaram-nos bolas e redes de futebol de campo, salão, society, basquete e vôlei (uma unidade de cada modalidade)”.
Ele reconhece que a Administração de Brasília reformou a Quadra Poliesportiva da 710 Norte, mas faltou o campo de futebol, que está abandonado. No local, os responsáveis pelo projeto sugerem a construção de uma sede para o projeto, com salas, banheiros, vestiários, mini auditório e academia.
Há também a participação de servidores, como o tenente coronel Alfredo e o major Antunes, que já manifestaram apoio para manter a segurança para a realização das atividades.
Intenções
Não faltam ideias e planos para o bom funcionamento do Cescan, mas grande parte dependerá da boa vontade do Governo Federal e local para o reconhecimento do trabalho dos voluntários da Asa Norte. “Pretendemos inscrever o Cescan em projetos junto ao Ministério dos Esportes e Secretaria de Esporte do DF. Assim como também buscaremos junto a outros órgãos que tratam dos interesses dos jovens que atendemos”, revela Braz.
O assistente social acredita na força do trabalho em conjunto. “Se o governo e o comércio local aderirem à nossa causa sócio esportiva, poderemos contribuir com mais alunos e seus familiares, com qualidade e, assim, não só formar atletas, mas verdadeiros cidadãos”, ressala Valdir Braz.
Onde funciona
Nas Quadras 710, 506 e 508 Norte. Terças e quintas-feiras, das 19h30 às 21h30; e sábados, das 9h30 às 11h30. Mais informações: Valdir Braz de Azevedo, e-mail: braz2005@bol.com.br. Fones: (61) 9653-0779 (Vivo) e 8323-3049 Tim





















