Comunidade e faculdade juntas

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Alunos de Educação Física da Mauá se destacam em programas realizados em regiões carentes e também em projetos de pesquisa

Não é de hoje que se fala na capacitação dos profissionais que lidam com esporte e também da importância da atuação desses nas comunidades em geral, mas principalmente nas regiões mais carentes.

Atentos a essa questão, professores, coordenadores e diretores da Faculdade Mauá abraçaram a causa e implantaram o curso de extensão, envolvendo o conhecimento teórico com a aplicação direta junto ao projeto Ajax, que funciona na Estrutural, uma das regiões mais carentes do DF.

Elenilce Barbosa Ferreira é professora do curso de educação física e leciona a disciplina recreação e lazer. A docente é pioneira no projeto e afirma notar mudanças consideráveis em seus alunos. “Comecei a perceber que eles têm um olhar diferenciado para a educação física, para trabalhar com as crianças. Isso é importante porque essas crianças serão nosso público alvo como professores”.

Ela destaca também a satisfação pessoal de cada um. “Nosso objetivo é que elas se tornem crianças felizes e crianças de verdade, que desempenhem as atividades e vivam o momento delas. Isso pra gente é muito gratificante”.

Quanto à formação, Elenilce se orgulha das ações junto às comunidades e ressalta a relevância para os futuros profissionais de educação física. “Enxergo esse projeto como importantíssimo, porque a gente faz essas ações para que nossos alunos saiam preparados para o mercado de trabalho”, frisa a professora.

A estudante do segundo semestre de educação Física, Solange Alves de Souza, 29 anos, já participou duas vezes das aulas que ocorrem na Estrutural e considera a extensão uma oportunidade ímpar, inovadora. “Estou achando maravilhoso. Essa integração entre alunos da Mauá com o projeto Ajax mudou totalmente a forma de ver o mundo. Penso em como ajudar o próximo, como trabalhar com crianças carentes. A gente não conhecia essa realidade que é a Estrutural”.

Orlando Bispo, 25 anos, estudante do 2º semestre, também compartilha da mesma opinião. Ele faz parte do projeto há seis meses e considera a parceria faculdade-comunidade importantíssima. “Cada dia aprendo mais. Você pensa que a situação é uma e só vivenciando saberá o que realmente se passa aqui”.

Bispo acredita no projeto tanto para a formação profissional quanto para a pessoal e manda um recado aos alunos que ainda não participaram. “Esse envolvimento é uma lição de vida. O pessoal daqui, com tão pouco, é muito feliz. Quem ainda não veio, quando vier, com certeza voltará sempre”.

O professor Alessandro Maciel, o Seco, conta que nesse dia em especial, o projeto recebeu a visita da turma de recreação e lazer, comandada pela professora Elenilce. “Ela é pioneira nesse projeto de trazer os alunos da Mauá para serem avaliados de forma prática aqui no projeto”.

Seco conta que a turma em questão é muito especial para ele, pois são alunos que iniciaram a graduação fazendo metodologia do futebol. “Hoje eles mostraram a força como futuros profissionais de educação física. Fizeram as atividades preparadas dentro do contexto de aula, trataram as crianças com perfeição e isso nos deixa muito feliz”.

Alguns alunos, por livre e espontânea vontade, levaram cestas básicas, brinquedos e outros donativos que foram doados no decorrer da semana às pessoas da comunidade.

Mola propulsora na formação de novos pesquisadores

Três alunas do curso de extensão da Faculdade Mauá vivenciaram uma experiência inédita na gracuação de educação física. Katiuscia Marques, 26 anos, Érica Vieria de Souza, 22, e Patrícia Lopes Bezerra, 28 anos, participaram de um congresso internacional de Educação Física, realizado em São Paulo, no início de outubro, com apresentação de artigos científicos. Elas foram orientadas pelo professor Wesley Salazar na produção de suas pesquisas e se sentem mais motivadas ainda para seguir firmes como pesquisadores do campo de educação física.

Katiuscia apresentou um trabalho que faz a comparação de crianças de classe média baixa e classe média. Ela está no 5º semestre e conta que a experiência foi muito valiosa. “Foi muito bom, tanto profissionalmente quanto pessoal. Sabemos que muitas portas se abrirão. Esse é o primeiro passo que demos. Daqui pra frente é só correr atrás, melhorar e fazer mais”.

Érica Vieria de Souza, 22 anos, também do 5º semestre, apresentou um trabalho cujo tema é Característica de percentual de crianças e adolescentes do projeto Segundo Tempo do Quartel de Fuzileiros Navais de Brasília. Ela diz que ficou boquiaberta com diversidade de assuntos e a quantidade de pessoas que conheceu. “Pensei que teria apenas gente do Brasil, mas tinha gente dos EUA, Colômbia, Uruguai. As palestras também foram muito importantes, E isso pode acrescentar muito no nosso currículo e na nossa vida profissional. Deu pra pegar bastante coisa”, destaca.

Com a pesquisa sobre Flexibilidade das Crianças atuantes no Projeto Ajax e da turma do 2º Tempo dos Fuzileiros Navais, Patrícia Lopes Bezerra, 28 anos, destaca que o trabalho visa ajudar as crianças a se preveniren de algum tipo de doença. Ela também está encantada com o congresso. “Lá você conhece muita gente diferente, culturas novas, trabalhos novos. O nível é muito alto, pós graduados, doutorados. Como experiência foi surreal, foi perfeita a viagem para adquirir conhecimento.

Para o professor orientador, Wesley Salazar, esses alunos são os futuros mestres. “Hoje, vemos em geral que esses estudantes que participam de grupos de estudo durante a graduação são os que serão os futuros docentes”.

 

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