Xadrez movimenta as Olimpíadas de Ceilândia com incentivo à formação de novos talentos

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Modalidade reuniu atletas de diversas regiões do Distrito Federal e Entorno e reforçou o papel do evento na democratização do esporte

Por Giovanna Reis

As Olimpíadas de Ceilândia receberam, no último sábado (20), na Universidade Católica de Ceilândia, mais uma edição do torneio de xadrez, reunindo crianças, adolescentes e adultos de diferentes cidades do Distrito Federal e Entorno. A modalidade reforçou mais uma vez o caráter inclusivo do evento ao promover disputas gratuitas e incentivar a formação de novos enxadristas.

Presente desde a primeira edição das Olimpíadas, o diretor da Liga Brasileira de Xadrez da Região Centro-Oeste, Agnaldo Braga da Silva, destacou o crescimento do torneio ao longo dos anos e a importância do espaço para o desenvolvimento da modalidade. “A Olimpíada de Ceilândia virou praticamente a Olimpíada de Brasília. Todo mundo fica na expectativa da próxima edição”.

Segundo Agnaldo, o evento reúne participantes de cidades como Luziânia, Águas Lindas, Planaltina, Gama, Santa Maria e de diversas regiões do Distrito Federal, fortalecendo a integração entre atletas. “O esporte une pessoas, cria amizades e fortalece as relações. Cada ano cresce o número de participantes”.

Ampliação do esporte e aumento no desempenho dos atletas

Além da competição, o coordenador da modalidade ressaltou que o formato gratuito das Olimpíadas amplia o acesso ao esporte.

“É um dos eventos mais democráticos do xadrez. Os atletas recebem camiseta, medalha de participação e disputam troféus, além de toda a estrutura oferecida pela organização”, declarou Agnaldo.

O impacto da competição também é sentido nas escolas. Professor de Educação Física e responsável por um projeto de xadrez em escolas públicas do Recanto das Emas, Luciano Moreira Marinho levou seus alunos para participar do torneio e destacou os benefícios da modalidade para além do tabuleiro.

“O xadrez melhora a disciplina, contribui para o desempenho escolar e ajuda até na redução da evasão. Para muitos alunos, participar de uma competição gratuita como essa faz toda a diferença”, ressaltou Luciano.

Professor de uma escola integral de Luziânia, Welton Abud também comemorou a oportunidade de levar seus estudantes ao evento. “Na nossa cidade não temos muitos torneios. Vir para Ceilândia permite que os alunos conheçam outras pessoas, façam amizades e evoluam no esporte”.

Dedicação que vale a pena

Entre os destaques da competição esteve o estudante Victor Hugo da Cunha Ferreira, campeão da categoria sub-11. O jovem enxadrista contou que a preparação foi baseada em treino e concentração.

Questionado sobre um conselho para quem deseja começar no esporte, Victor foi direto: “Continua. Vale a pena”.

Outro jovem participante, Arthur Rosa Moreira, também incentivou novos praticantes. “Tem que treinar bastante e seguir o sonho”.

Ao reunir atletas de diferentes idades, escolas e cidades, o torneio de xadrez reafirmou um dos principais objetivos das Olimpíadas de Ceilândia: democratizar o acesso ao esporte, incentivar a formação de novos talentos e transformar a competição em um espaço de integração entre comunidades de todo o Distrito Federal e Entorno.

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