Evento reuniu 246 atletas em diferentes categorias e destacou a inclusão de atletas paralímpicos por meio do esporte
Por Giovanna Reis
Neste sábado (16), o Sesc Ceilândia recebeu mais uma modalidade das Olimpíadas da Ceilândia: o tênis de mesa. A competição reuniu 246 atletas de diferentes equipes e categorias, promovendo integração, inclusão e incentivo ao esporte no Distrito Federal.
As disputas aconteceram ao longo de todo o dia. Pela manhã, participaram atletas das categorias paralímpica, adulto e master. Já no período da tarde, ocorreram os jogos das categorias mirim, infantil e juvenil.
Entre os destaques, o atleta paralímpico Levi Vieira, medalhista de ouro, que participou pela primeira vez de uma competição contou como foi a sensação de ganhar a medalha. “Foi uma experiência muito boa. Recomendo que quem queira começar treine bastante e se divirta”, disse.
Inclusão e acessibilidade em destaque
Além das partidas, o evento também foi marcado por histórias de superação e incentivo à inclusão no esporte. O monitor do Centro de Treinamento e Educação Física para Pessoas Especiais (CETEF), Edson Ferreira, destacou a importância de iniciativas que ampliem a participação de atletas com deficiência nas competições.
“Embora a inclusão seja um tema amplamente discutido, na prática ainda há muito a ser feito. O esporte paralímpico oferece oportunidades de desenvolvimento, reabilitação e qualidade de vida para pessoas com deficiência”, afirmou.
Edson também ressaltou que o CETEF, localizado no ginásio da ENAP, atua na promoção da inclusão por meio de modalidades como tênis de mesa, natação, futebol, bocha, vôlei sentado e badminton. Segundo ele, eventos como as Olimpíadas da Ceilândia representam um avanço importante para garantir mais visibilidade e oportunidades aos atletas paralímpicos.
Segundo Edson, o objetivo vai além da prática esportiva. O centro trabalha o desenvolvimento físico, social e emocional dos atletas, promovendo inclusão, autonomia e melhoria da qualidade de vida.
“A inclusão é um tema muito discutido, mas ainda existem muitas barreiras. Problemas de acessibilidade, falta de estrutura adequada e poucas oportunidades em competições ainda fazem parte da realidade dos atletas com deficiência”, ressaltou.
O monitor também destacou que o CETEF já contribuiu para a formação de atletas que alcançaram resultados expressivos em competições nacionais e internacionais. Entre eles, um medalhista de bronze no atletismo e uma atleta que conquistou a oitava colocação na natação nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
Para Edson, iniciativas como as Olimpíadas da Ceilândia são fundamentais para ampliar a visibilidade do esporte paralímpico e incentivar novos atletas. “Aqui, os participantes encontram acolhimento, desenvolvimento e a oportunidade de mostrar que são capazes de superar desafios diariamente”, afirmou.
Histórias de superação marcaram o torneio
Outro destaque da competição, foi a atleta Marta Vieira, medalhista de ouro na categoria master. Aos 60 anos, ela contou que começou no tênis de mesa há cerca de quatro anos, após a aposentadoria.
“O tênis de mesa representou uma superação pessoal. Descobri que é possível competir e permanecer ativa em qualquer idade”, destacou.
Na categoria adulto, Rafaela Menezes conquistou a medalha de ouro e comentou sobre a dedicação necessária para alcançar o resultado. A atleta treina cinco vezes por semana e acredita que o esporte transforma vidas. “O tênis de mesa abriu muitas portas para mim. Conheci pessoas, viajei para competir e encontrei no esporte uma grande oportunidade”, afirmou.
Participação acima da competição
O coordenador paralímpico do tênis de mesa, Adalberto Prieto, reforçou que um dos principais desafios ainda enfrentados pelos atletas com deficiência é a falta de oportunidades em competições esportivas. “Muitas vezes, eles são excluídos das disputas. Aqui, o mais importante não é apenas destacar quem vence, mas garantir a participação e o encontro entre os atletas”, ressaltou.
As Olimpíadas da Ceilândia seguem promovendo diferentes modalidades esportivas e fortalecendo o esporte como ferramenta de inclusão, socialização e desenvolvimento para atletas de todas as idades.





















