Decisões das categorias de base e principal movimentaram o CEM 03 nos dias 9 e 10 de julho e reforçaram o papel do esporte na formação de jovens atletas
Por Giovanna Reis
A quadra do CEM 03 foi tomada pela emoção, agitação e por partidas de alto nível técnico durante as finais do futsal das Olimpíadas de Ceilândia, realizadas nos dias 9 e 10 de julho. Crianças, adolescentes e adultos protagonizaram grandes decisões, mostrando que o esporte segue sendo uma das principais ferramentas de transformação social da cidade.
As finais reuniram equipes tradicionais da região e do Entorno do Distrito Federal, com disputas marcadas pelo equilíbrio, pela superação e pelo incentivo das famílias, que acompanharam cada lance das arquibancadas.
Muito mais que vencer
Mesmo com o vice-campeonato, os atletas Pedro, Samuel e Lorenzo, do Gol de Placa B, deixaram a quadra orgulhosos da participação na categoria Sub-9. “A gente podia ter aproveitado melhor as chances e os pênaltis, mas aprendemos bastante”.
Os jovens destacaram que a principal lição da competição vai além do resultado. “Tem que jogar com raça, mas o mais importante é se divertir”.
O apoio da família faz a diferença
Nas arquibancadas, a torcida também teve papel fundamental. Juliana, mãe do atleta Dom, campeão com o Gol de Placa A, destacou a importância da participação dos pais na formação esportiva das crianças.
“O esporte faz parte do desenvolvimento. Ele ajuda no cognitivo, no emocional, tira as crianças das telas e ensina valores importantes. Sou totalmente a favor de projetos como esse dentro da comunidade”, destacou Juliana.
Dom atribuiu a conquista ao trabalho coletivo da equipe. “Nosso diferencial foi a posse de bola, o toque de bola e a raça até o último minuto”.
Formação de atletas
Para o treinador Claudinei, do Gol de Placa, competições como as Olimpíadas de Ceilândia também funcionam como espaço para desenvolver novos talentos.
Segundo ele, a equipe Sub-9 já se prepara para desafios nacionais. “Esses atletas são a base de um projeto que sonha em conquistar um título inédito para o Distrito Federal. Eventos como este ajudam a revelar jogadores e também permitem observar talentos de outras equipes”, pontuou.
Conquista construída com união
Na decisão da categoria Sub-11, o Estrela, de Águas Lindas (GO), conquistou o título após superar equipes tradicionais da região.
O técnico Erismar destacou a preparação da equipe e a importância da competição. “Sabíamos que enfrentaríamos grandes adversários. Esse evento incentiva o esporte e ajuda a afastar crianças e adolescentes da criminalidade, oferecendo oportunidades por meio do futebol”.
Experiência e confiança decidiram a final
O coordenador do CID Ceilândia, Marcos Carvalho, atribuiu o sucesso da equipe ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.
“Mais do que a parte técnica, a união e a confiança fizeram a diferença. São crianças que precisam de tranquilidade para jogar. Nosso papel também é cuidar do lado emocional”, ressaltou Marcos.
Marcos ressaltou que projetos esportivos representam oportunidades para toda a comunidade. “Quando eles estão aqui, estão aprendendo disciplina, convivência e respeito. O esporte oferece caminhos positivos e transforma vidas”.
Esporte como ferramenta de transformação
Durante a competição, técnicos, atletas e organizadores compartilharam um discurso em comum: o esporte é um instrumento de inclusão social.
O treinador Marcelo, da JJ Futsal, destacou que as Olimpíadas movimentam toda a cidade. “É um evento que beneficia os atletas, fortalece o esporte em Ceilândia e revela muitos talentos. O mais importante é ver as crianças fazendo o que gostam”.
Na categoria Sub-13, os campeões do CID Ceilândia conquistaram o título após uma virada emocionante. “Nunca desistimos. Conseguimos empatar no fim e fomos campeões nos pênaltis. Isso mostra que vale a pena acreditar até o último lance”, declarou um dos atletas.
Celeiro de talentos
As finais do futsal encerraram mais uma etapa das Olimpíadas de Ceilândia reafirmando a força da competição como um dos maiores eventos esportivos da região. Além dos troféus distribuídos, o campeonato revelou talentos, fortaleceu projetos sociais e aproximou famílias, treinadores e atletas em torno de um mesmo objetivo: fazer do esporte um caminho para o desenvolvimento, a cidadania e a transformação social.









































