Tubarões do Paranoá conquistam o ouro no revezamento livre da 12ª Olimpíada de Ceilândia

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Competição reuniu ao todo, mais de 170 atletas em disputas marcadas por integração, superação e incentivo ao esporte

Por Giovanna Reis

A 12ª edição da Olimpíada de Ceilândia movimentou o último sábado (22) com disputas emocionantes na natação, realizadas na Escola Parque Anísio Teixeira. O evento reuniu atletas de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal e destacou a força do esporte como ferramenta de inclusão social, desenvolvimento e integração entre jovens e adultos.

Durante a manhã, as provas foram dedicadas às categorias infantis e juvenis. Ao todo, 53 atletas participaram das disputas de nado medley, costas, borboleta, peito e 25 metros livres, nas categorias masculina e feminina. Pais, professores e treinadores acompanharam de perto o desempenho das crianças, que mostraram talento e dedicação dentro das piscinas.

Entre os destaques do dia esteve o jovem atleta Miguel Amaro, que competiu nas provas de 25 metros livre e 100 metros medley. Segundo ele, a preparação intensa foi fundamental para alcançar um bom resultado.

“Treinei muito durante a semana. Estava conciliando os treinos de natação com competições de vôlei e isso acabou exigindo bastante fisicamente. Mesmo assim, consegui nadar muito bem e fiquei feliz com o meu desempenho”, afirmou Miguel.

Para os professores e coordenadores presentes, a competição vai além das medalhas. A professora do Centro Olímpico do Recanto das Emas, Helena Batista, destacou o impacto social proporcionado pelo esporte. “Essas olimpíadas incentivam a interação entre as crianças e fortalecem a prática esportiva. O esporte afasta os jovens de caminhos errados e contribui diretamente para o desenvolvimento deles. O esporte salva vidas”, ressaltou.

O coordenador da modalidade, Edson Fadul, também reforçou a importância da realização de eventos esportivos em regiões periféricas do Distrito Federal.“Ceilândia é uma cidade muito populosa e carente de atividades esportivas, especialmente na natação. Eventos desse porte promovem integração e socialização entre os atletas e a comunidade. Precisamos de mais espaços e mais oportunidades para que a modalidade cresça ainda mais”, destacou.

Revezamento reúne mais de 100 pessoas

No período da tarde, a emoção tomou conta das provas de revezamento livre, que contaram com a participação de 119 pessoas. As disputas reuniram atletas experientes e iniciantes, promovendo integração entre diferentes projetos esportivos da capital.

A equipe Tubarões do Paranoá conquistou o lugar mais alto do pódio após uma atuação consistente e cheia de superação. A coordenadora da equipe, Silvana Baruna, comemorou o resultado e destacou a importância da competição para os atletas de águas abertas.

“As Olimpíadas de Ceilândia são fundamentais porque proporcionam encontros, troca de experiências e oportunidades de competição. Além disso, ajudam a divulgar a modalidade e incentivar novos atletas”, afirmou.

A coordenadora Mônica, da equipe Amigos da Água, chamou atenção para os desafios enfrentados pela natação em Brasília, principalmente relacionados ao acesso aos espaços esportivos. “Ainda faltam locais acessíveis para treinamento, tanto financeiramente quanto em estrutura. Mesmo assim, temos muitos atletas talentosos esperando apenas uma oportunidade para mostrar seu potencial”, disse.

Já o atleta Rômulo, da equipe Capivaras do Lago, ressaltou os benefícios da natação para a saúde física e mental. “A natação trabalha o corpo inteiro e também ajuda na interação social. Muitas pessoas encontram no esporte uma motivação para sair do sedentarismo e até superar dificuldades emocionais. As Olimpíadas ajudam justamente nisso: incentivar a participação e revelar novos talentos”, comentou.

Resultado final do revezamento livre

A classificação final da prova de revezamento livre ficou da seguinte forma:

1° Tubarões do Paranoá
2° Amigos da Água
3° Capivaras do Lago

A 12ª Olimpíada de Ceilândia reforçou mais uma vez a importância do esporte como instrumento de inclusão, cidadania e transformação social no Distrito Federal.