É de causar revolta: Administração do Itapoã investiu mais de R$ 1 milhão em festa de aniversário

0
10
Amado Batista recebeu cachê de R$ 400 mil para apresentação no aniversário da cidade
Amado Batista recebeu cachê de R$ 400 mil para apresentação no aniversário da cidade

Matéria publicada no site do Correio Braziliense informa que a Administração regional do Itapoã gastou R$ 1.050.000 com cachês de shows de artistas. Um deles, o cantor Amado Batista, embolsou R$ 400 mil. Além dele, João Lucas e Marcelo, Bruno e Marlow e Joaninha do Motocross. Quem intermediou a contratação foi a Mundo Tour Agência de Viagens, que fica no Hotel Nacional e sem licitação.

Para justificar a dispensa de licitação, a agência de turismo se declarou representante exclusiva desses artistas. No total, a empresa recebeu R$ 784 mil só para levar os músicos à festa no Itapoã.

O valor gasto na festa de aniversário da cidade é quase a metade do investimento para construção do centro de saúde na mesma região, que custou R$ 2,3 milhões. A despesa com as apresentações seria suficiente para construir pelo menos três quadras poliesportivas no Itapoã, que é carente de benefícios sociais. É a segunda mais pobre do Distrito Federal, só ganha da Estrutural.

Para o Correio Braziliense, a assessoria de imprensa da Administração do Itapoã informou que o administrador, Donizete dos Santos, está fora da cidade e, por isso, não poderia comentar sobre os gastos com o aniversário da cidade. Ainda segundo a assessoria, os valores pagos a Amado Batista e à dupla João Lucas e Marcelo são mais altos do que os contratos de outras prefeituras porque os artistas fizeram apresentações mais longas e sem playback.

A Mundo Tour veio com justificativa semelhante. Segundo a agência, o cachê de Amado Batista é superior ao cobrado em outros municípios porque o evento durou três horas e meia. Segundo a empresa, esse valor também inclui a diária de hotel para 20 integrantes da banda do músico.

Enquanto isso, várias lideranças que utilizam o esporte amador como ferramenta social e integradora vivem de pires na mão, implorando por algum apoio governamental. E a justificativa que ouvem, na maioria das vezes, é que os projetos sociais precisam ter empresa cadastrada, ter sede, caso contrário, o governo não pode ajudar. O que fica claro que não é por aí.

A matéria na íntegra pode ser acessada no site do Correio Braziliense.

 

Artigo anteriorBRB Conveniência oferecerá serviços da Secretaria de Fazenda
Próximo artigoPilotos da Fórmula Náutica passarão por teste de segurança
Viver Sports
A voz do esporte amador no DF e Entorno, chega a versão 2.0 de seu novo Site

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui