Karatê é certeza de grande público nas Olimpíadas de Ceilândia

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As competições da modalidade começam às 8h, no Ginásio da Guariroba, sábado (13/4)

Uma das maiores ou talvez a maior delegação das Olimpíadas de Ceilândia, o karatê participa das Olimpíadas de Ceilândia desde a primeira edição. Neste ano, são 600 atletas na modalidade. É o evento com maior público no mesmo dia, passando de 1,5 mil pessoas no ginásio durante a competição.

Sábado (13/4), o ginásio de Ceilândia sedia as competições de karatê, a partir das 8h. Certeza de grade público no local para prestigiar os atletas.

A modalidade é coordenada pelo sensei Ronaldo Marques Costa, 45 anos, praticante de karatê há 31 anos. Faixa preta 6º dan karatê Uechi-Ryu, ele é morador de Ceilândia desde 1978.

Ronaldo é presidente da Associação Marques de Artes Marciais. “Neste ano, completamos 25 anos de fundação, trabalhando em prol da modalidade em Ceilândia, no DF e Entorno, que envolve academias, escolas públicas e particulares”, conta o sensei.

Segundo Ronaldo, o projeto está presente em 50 locais de treinos, entre academias e escolas, e possui mais de 3,3 mil praticantes, com idades entre 2 e 60 anos (masculino e feminino).

Com toda essa vivência na região e toda a dedicação ao esporte, Ronaldo colheu frutos. “Fui competidor, levando o nome de nossa cidade em todo o Brasil. Consegui, na realidade competitiva, seis títulos brasileiros, dois pan-americanos e dois sul-americanos. Hoje, estou como técnico, preparando nossos futuros competidores”.

Há 25 anos, o projeto tem nomes que obtiveram bons êxitos competitivos, como o próprio sensei Ronaldo Marques, que tem como técnico Hilton Jansen; Roney Oliveira (técnico Ronaldo Marques); Igor Gonçalves (técnico Ronald Marques).

Atualmente, os destaques são Roney Oliveira e Igor Gonçalves. Ambos participaram do Mundial de Karatê, em Malta, de 21 a 24 de março.

Essa tarefa de formar atletas e cidadãos de bem deixam o coordenador orgulhoso, mesmo sabendo dos percalços a serem vencidos.

E não são poucos os desafios, mas Ronaldo destaca um ocorrido que marcou bastante. “Lembro-me que estávamos preparados para competir em uma seletiva, em Goiás. Não conseguimos o transporte com nossos governantes, mas um apoiador nos ofereceu ajuda. Aguardamos a vinda do ônibus, porém, quando o motorista chegou para buscar a equipe, já atrasado, ele estava bêbado, sem condições alguma de viagem. Resultado: perdemos o campeonato”, conta o sensei.

Mas o ocorrido não desmotivou nem a equipe e muito menos o apoiador, que ficou bastante frustrado com o ocorrido, mas não abandonou a equipe e, segundo Ronaldo, pessoalmente e com a ajuda de outros apoiadores, compensou o ocorrido. “Um mês depois do ocorrido, eles nos levaram para outra seletiva, desta vez em São Paulo. Deu tudo certo e, para a alegria de todos, fomos a equipe com maior número de medalhas”, lembra.

Histórico da modalidade

O coordenador Ronaldo Marques conta que o karatê chegou ao Distrito Federal ainda na década de 1960, com o mestre Takeo Hiyane (1936-2015), que trouxe do Japão, sua terra de origem o estilo Uechi-Ryu.

Nascido em Okinawa, Takeo Hiyane treinou karatê com o mestre Kamei Uechi. Aos 22 anos, atraído pela esperança de uma nova capital, chegou a Brasília em 1961.

Ronaldo diz que o mestre Takeo Hiuane foi um dos seguranças do Palácio do Planalto, em 1967, quando o Brasil recebeu a visita da família imperial japonesa, representada pelo príncipe Akihito e sua esposa.

Naquela época, Takeo ministrou aulas de karatê (estilo Uechi-Ryu) na Polisport e na Rua das Palmeiras, em Taguatinga. Também treinou equipes do Colégio Marista de Taguatinga e propagou seus ensinamentos em Ceilândia.

Ronaldo se emociona com a história da modalidade no Distrito Federal e como ela se mistura à sua história de vida. “A vida nos surpreende. Depois de tantas realizações, quando pensava que já tinha completado minha carreira, como sonhos realizados e grandes conquistas, em 2017, tive a oportunidade de representar nossa cidade (Ceilândia) e o Distrito Federal em Okinawa-Japão – berço do karatê. Vale à pena se dedicar, se esforçar, não desanimar e, na certeza de que Deus sempre tem mais para nós”, lembra.

E completa: “O karatê é uma arte milenar que educa a mente e o corpo. É uma filosofia de vida, não precisa ter idade, basta desejar. Os desafios são grandes, mas nos leva ao crescimento como ser humano. Pratiquem essa bela arte e viva a vida como ela deve ser vivida”.

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