Skate entra em cena e movimenta a 12ª edição das Olimpíadas de Ceilândia

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Competição reuniu atletas das categorias mirim, iniciante, amador e master no Skate Park Sul, em Ceilândia

Por Giovanna Reis

A 12ª edição das Olimpíadas de Ceilândia ganhou ainda mais adrenalina no último domingo (17) com as disputas de skateboard realizadas no Skate Park Sul, em Ceilândia. O evento reuniu atletas de diferentes idades e níveis técnicos nas categorias mirim, iniciante, amador e master, promovendo um dia marcado por manobras, integração e valorização da cultura do skate no Distrito Federal.

Ao longo da competição, o público acompanhou apresentações cheias de técnica, criatividade e superação. Além das disputas, o campeonato também reforçou a importância do esporte como ferramenta de inclusão social e incentivo à juventude da periferia.

Um dos participantes da categoria master, Roger Peixoto, destacou a relevância de eventos como esse para dar visibilidade ao skate e fortalecer a modalidade nas comunidades do Distrito Federal. “Esses movimentos fazem com que a galera tenha mais visão do esporte. O skate ajuda na desmarginalização e traz oportunidades para muitos jovens”, afirmou.

Roger também comentou sobre os desafios enfrentados pelos praticantes da modalidade, principalmente em regiões que ainda não possuem estrutura adequada para a prática esportiva.

“Estamos há mais de 30 anos reivindicando uma pista de skate no Céu Azul. A gente se prepara da forma que consegue, treinando em outras cidades e buscando espaço para fortalecer o skateboard da quebrada”, completou.

O coordenador da modalidade, Wesley Paiva, ressaltou que as Olimpíadas de Ceilândia têm papel fundamental na descoberta de novos talentos e no fortalecimento do esporte de base.

“A importância desse evento é justamente revelar talentos. A categoria mirim vem muito forte e muitos atletas daqui já representam Ceilândia em outras cidades e estados”, explicou.

Wesley também destacou a necessidade de mais investimentos e apoio para ampliar as oportunidades dentro da modalidade. “Precisamos ser mais assistidos e ter mais apoio para continuar desenvolvendo o skate na nossa região”, afirmou.

Narrador oficial da competição, Charles Cannon destacou o impacto social do esporte na vida dos jovens da comunidade.

“O skate trabalha persistência, foco e dedicação. Eventos como esse movimentam a quebrada e ajudam a tirar muitos jovens das ruas para praticar uma atividade saudável”, disse.

Charles ainda incentivou novos praticantes a conhecerem a modalidade e destacou o espírito de união presente entre os skatistas. “A galera do skate sempre ajuda quem está começando. O importante é ter vontade, paciência e vir se divertir”, completou.

Entre os atletas mais jovens, os competidores Gael e João Pedro contaram que a preparação para a competição envolveu semanas de treino e dedicação dentro das pistas.

Já os atletas Carlos e Pietro destacaram a diversão e a amizade como partes fundamentais do esporte, além da importância do uso de equipamentos de proteção para quem deseja começar na modalidade.

Com manobras radicais, espírito esportivo e grande participação do público, o skateboard encerrou mais uma edição das Olimpíadas de Ceilândia reforçando o papel do esporte urbano como instrumento de inclusão, lazer e transformação social para jovens do Distrito Federal.

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