Poderia começar o assunto desta semana com algum verbo que deixasse dúvidas quanto ao que queremos falar. Por sermos um veículo de comunicação que serve de porta-voz daqueles que não encontram espaço para mostrar seu trabalho ou contar suas dificuldades para realizá-los, principalmente, quando as ações são voltadas para as crianças, seremos bem diretos e faremos o nosso papel.
Desde o início das atividades, produzimos matérias com pessoas que realizam trabalhos voluntários nas comunidades utilizando o futebol, lutas, handebol e outras modalidades para educar, dar oportunidade e tirar das ruas crianças e jovens. Uma ou outra ONG – e contamos nos dedos – recebe uma esmola do Governo do Distrito Federal para realizar a função, que seria do Estado, e que o mesmo não o faz. Aos demais, fica a vontade e a responsabilidade de fazer acontecer e resta a humilhação de pedir, mendigar, chorar por migalhas, que, em alguns casos, poderiam vir em forma de emenda parlamentar.
Só que muitas esbarram na burocracia, batem de frente com a má vontade e se tombam diante da antipatia de alguns políticos, que têm noção da importância desse trabalho para a comunidade, mas priorizam as ações que rendem votos. E, como criança não vota, qualquer coisa que possa vir a ajudar fica para terceiro plano ou em plano algum.
Assim como há os trabalhos sérios, também há maus elementos que aproveitam do sonho das crianças para promover suas maldades, como vem mostrando o Correio Braziliense, em uma série de reportagens sobre a pedofilia no futebol – e diga-se de passagem um material rico e bem produzido sobre o tema. Está bem claro que se não houver uma participação mais efetiva do GDF e parlamentares, nossas crianças continuarão largadas, de um jeito ou de outro.
Saibam, caros parlamentares, administradores, secretários e demais componentes do Governo do Distrito Federal, que as pessoas sérias que trabalham com as categorias de base têm um potencial enorme de liderança em suas comunidades. Nas próximas eleições, estaremos de olho em toda a movimentação dos senhores.
Esforçaremos ao máximo para ajudar os cidadãos de bem a recuperar a memória no momento em que todos esses políticos dependerão deles. Não apostem que passará em branco. Estaremos aqui para contar as dificuldades e o pouco caso dos senhores com essa grande fatia da comunidade. Que venham as próximas eleições!



















