Competição realizada no Ginásio da Guariroba reuniu atletas de categorias que vão do pré-mirim ao infantojuvenil
Por Giovanna Reis
O tatame tomou conta do Ginásio da Guariroba neste sábado (6), durante as disputas de jiu-jitsu da 12ª Olimpíada de Ceilândia. A competição reuniu 140 atletas de 12 equipes do Distrito Federal, em categorias que contemplaram crianças e adolescentes do pré-mirim ao infantojuvenil, até 15 anos.
Ao longo do dia, os competidores protagonizaram lutas marcadas por técnica, concentração e espírito esportivo. Mais do que a disputa por medalhas, o evento reforçou o papel do esporte na formação de jovens atletas e no incentivo à convivência entre equipes de diferentes regiões do DF.
A coordenadora da modalidade, Márcia Patrícia, destacou a importância de competições como a Olimpíada de Ceilândia para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.
“Eventos como este tiram as crianças da rotina do celular, do computador e da ociosidade. O esporte é saúde, é vida, é transformação. Ele ajuda a formar pessoas melhores e oferece novas oportunidades para os jovens”, afirmou.
Segundo ela, um dos principais desafios da modalidade é ampliar o acesso ao esporte para crianças em situação de vulnerabilidade social. “O jiu-jitsu exige investimentos em materiais, como o kimono. Muitas famílias não conseguem arcar com esses custos e, em algumas comunidades, ainda faltam oportunidades para praticar o esporte”, explicou.
Ouro depois de meses de preparação
Entre os destaques da competição esteve John Carlos, que conquistou a medalha de ouro após meses de treinamento. “Treinei muito para chegar até aqui. Foi difícil, mas valeu a pena. Estou muito feliz com essa conquista”, comemorou o atleta.
Após subir ao lugar mais alto do pódio, John fez questão de agradecer à família e ao professor pelo apoio durante a preparação. “Quero agradecer ao meu professor, à minha mãe e ao meu pai. Sem eles eu não teria chegado até aqui.”
Experiência além do tatame
Professor e diretor da Academia AOA, Sérgio Silva levou atletas de Sobradinho para participar da competição. Para ele, eventos como a Olimpíada de Ceilândia oferecem aprendizados que vão além das lutas.
“Esses eventos proporcionam experiências valiosas para os alunos. Eles aprendem dentro e fora do tatame, conhecem outros atletas e desenvolvem confiança para continuar competindo”, destacou.
Segundo o treinador, as competições de base ajudam a despertar sonhos nos jovens atletas. “Quando falamos em Olimpíadas, falamos de inspiração. Tudo começa na base. Essas crianças estão plantando uma semente que pode levá-las a grandes conquistas no futuro”, afirmou.
Talento em dose dupla
A atleta Esther Silva chamou a atenção por competir em duas modalidades das Olimpíadas: judô e jiu-jitsu.
Praticante de judô desde os dois anos e meio de idade e de jiu-jitsu desde os sete anos, ela atribui sua evolução à dedicação diária aos treinos. “Treino bastante e procuro aprender todos os dias. É isso que me ajuda a evoluir nas duas modalidades”, contou.
O sonho da jovem é seguir carreira no esporte. “Quero continuar treinando, aprendendo novas técnicas e, no futuro, ser uma competidora profissional de jiu-jitsu”, afirmou.
Orgulho de competir em casa
Nascido em Ceilândia, Pedro Minotto também esteve entre os medalhistas da competição. O atleta contou que conheceu o esporte por influência da família e que a paixão pelas lutas cresceu com o passar dos anos.
“Meu tio me apresentou o esporte e eu fui gostando cada vez mais. Hoje participo de vários campeonatos e sempre quero competir quando surge uma oportunidade”, disse.
Para Pedro, competir na própria cidade tornou a experiência ainda mais especial. “Tenho muito orgulho de ter nascido aqui e de representar Ceilândia. É uma honra competir na minha cidade e fazer parte desse evento.”
Ao reunir atletas, familiares, professores e torcedores, a etapa de jiu-jitsu da 12ª Olimpíada de Ceilândia transformou o Ginásio da Guariroba em um espaço de celebração do esporte. Entre medalhas, aprendizados e novas amizades, a competição reforçou a importância das categorias de base na formação de atletas e cidadãos.
Antes de deixar o tatame, John Carlos ainda deixou um recado para quem sonha em começar na modalidade: “Treinem bastante. Às vezes você perde, às vezes ganha, mas o importante é continuar tentando e evoluindo”.





































