2011Editorial

Violência inexplicável

Aviolência não combina com o esporte. Muitas vezes, diante de alguma transmissão de futebol, ouve-se o narrador dizer que o atleta entrou de forma contundente ou usou força desproporcional contra um outro jogador. Na verdade, seja qual for a colocação, não há outra colocação melhor que possa melhor explicar esse tipo de comportamento que violência.

Acompanhando os vários campeonatos que ocorrem por todo o Distrito Federal e Entorno, é possível dizer, com toda a certeza, que muitos adultos deveriam se espelhar nos mais jovens. E não adianta achar que eles não têm o que ensinar. Têm, sim, e muito.

Já assistimos a muitos jogos, da categoria Fraldinha à Sessentões, e em vários pontos da cidade. Muitos espetáculos, show de talentos, gols maravilhosos. Tudo isso já foi registrado e jamais será apagado da memória. Porém, há situações em que por mais que se queira esquecer, as imagens e frases mal ditas insistem em atormentar o juízo. São exemplos de pais que, nas arquibancadas, incitam os filhos contra os adversários, provocam a ira dos jovens atletas contra os juízes e técnicos. Adultos que, em campo, não conseguem controlar os nervos e partem para a agresão física. E não importa se é colega de time ou se é adversário.

O incidente ocorrido na semana passada, em Sobradinho, em que um atleta fraturou a face de um árbitro com um murro é um desses péssimos exemplos. Não há como voltar e desfazer tudo, mas o que se espera é que o jogador seja punido, conforme o regulamento e que aceite a punição. Mais que isso, que ele faça uma reflexão sobre seus atos e tenha pelo menos a humildade de se desculpar com a pessoa agredida. É o mínimo que ele pode fazer. Sabemos que há situações em que se perde o controle, mas, como adultos, devemos dar o exemplo. Mas se achar difícil, assistam a uns jogos dos mais novos. Eles têm muita coisa boa para ser copiada.

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